Vacina esterilizante: o dilema continua

quinta-feira, 28 agosto, 2008 às 9:28 | Publicado em Política | 1 Comentário
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O Jorge Ferraz fez mais uma atualização em seu blog Deus lo Vult! sobre o assunto da vacina [suspeita de ser] esterilizante. Recomendo a leitura (clique aqui).

O [des]governo brasileiro gastou, provavelmente, bilhões de reais pra promover aquela que já é considerada a maior campanha de vacinação da história. De qualquer forma, já é um prejuízo gigantesco para o Estado, uma vez que o custo do remédio é absolutamente desproporcional ao dano que a rubéola vem causando. Isso considerando-se a melhor das hipóteses, ou seja, que não há nada errado com a vacina, e que ela seja, pura e simplesmente, uma vacina contra a rubéola.

Mas há o outro lado da questão. Caso seja comprovado que há substâncias esterilizantes na vacina, o que vai acontecer? Provavelmente uma fila monumental de mulheres e famílias acorrerão à Justiça, requerendo uma indenização do Estado por terem sido esterilizados involuntariamente. Neste caso, o prejuízo do Estado será ainda maior.

Além do absurdo moral de se esterilizar mulheres contra a vontade delas próprias, impedindo as famílias de gerarem vida (tal decisão jamais pode estar nas mãos do Estado), todos nós sabemos quais serão os bolsos que irão “doer” no final das contas, com tanto prejuízo.

Paz e Bem!

Vacina esterilizante

terça-feira, 12 agosto, 2008 às 14:33 | Publicado em Política | 2 Comentários
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Eu estava prestes a escrever algo aqui no P.A. sobre o assunto das “vacinas esterilizantes”, até que o Jorge Ferraz publicou no Deus lo Vult! um post sobre o assunto em questão.

«Há registros de “vacinas anti-fertilidade” mundo afora. O Júlio Severo já o alertava no seu BLOG seis anos atrás; há pequenos grupos que o denunciam na internet; também sites de informação alternativa o fazem; a mesma coisa é dita também por um grande portal católico espanhol; há referências a vacinas deste tipo em artigos disponíveis na internet (como este ou este); a Universidade de Buenos Aires identificou-as entre vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde, dois anos atrás.» — [Jorge Ferraz]

Nem todas as vacinas prejudicam a fertilidade, e um e-mail importante chegou-nos explicando melhor a questão. Recomendo ler o post completo (inclusive com o e-mail esclarecedor) em:

http://januacoeli.wordpress.com/2008/08/12/vacina-esterilizante/

Paz e Bem!

Uma Pergunta Para Temporão

terça-feira, 22 julho, 2008 às 13:16 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida, Moral e Sexualidade | 10 Comentários
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Por Diogo Scalia (Originalmente publicado no Jornal do Commercio, 07/04/2008).

SEMPRE que se quer saber os planos de um político pergunta-se no que ele acha que o governo deve gastar o dinheiro público. Mas há uma pergunta que jamais é feita: no que ele acha que o governo não deve gastar o dinheiro público. As duas questões são faces da mesma moeda. Os recursos gastos para construir uma escola não podem ser usados para construir um hospital. O dinheiro usado para aumentar a força policial poderia ter sido usado para reformar uma estrada. E por aí vai…

A pergunta nunca é feita porque ela exige uma honestidade que falta aos políticos e incomoda a população. A honestidade de admitir que vivemos num mundo onde os recursos são escassos. Essa é a infeliz verdade econômica, que a quantidade dos nossos objetivos supera infinitamente a quantidade dos meios para alcançá-los. Quem quiser propor qualquer política pública, deve começar se perguntando o que o governo deixará de fazer com o dinheiro público que se pretende gastar, ou, mais importante, o que a sociedade poderia ter feito com seu próprio dinheiro se não lhe tivesse sido tirado de seus bolsos por meio dos impostos.

Poucas vezes essa pergunta foi tão pertinente quanto agora que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que o Sistema Único de Saúde pagará por cirurgias de mudança de sexo. Faço aqui a pergunta não feita ao ministro Temporão: quais cirurgias o governo sacrificará para transformar pessoas em transexuais?

Sem essa resposta não se pode compreender o custo verdadeiro da cirurgia de mudança de sexo. Afinal, custo não é meramente o valor monetário a ser pago por um serviço, mas aquilo de que se abre mão para prestar esse serviço. E, quando discutimos a racionalização dos recursos públicos para a saúde, apavora lembrar que calculamos esse custo em vidas. O mesmo médico não pode realizar duas cirurgias ao mesmo tempo, o anestésico usado para uma cirurgia não pode ser usado para outra. Como a demanda por cirurgias é maior que a oferta dos recursos médicos, cada cirurgia de mudança de sexo corresponde a outra cirurgia não realizada, cirurgia que poderia ser vital.

Em uma situação de vida ou morte, abre-se mão de qualquer outro objetivo secundário. A pessoa que tem apenas uma garrafa de água preferirá deixar de se lavar a morrer de sede. Por mais que o ministro Temporão acredite ser importantíssimo que sejam feitas plásticas para adequar o corpo à identidade sexual de uma pessoa, ele há de reconhecer que nenhum Estado, muito menos o brasileiro, possui os recursos para fazer essas cirurgias sem negar a outros pacientes tratamentos que poderiam poupar- lhes a vida. Quando o dilema é entre modificar um órgão sexual ou salvar um órgão vital, a prioridade é clara. Por isso a resposta à pergunta não feita a Temporão é tão terrível: cada sonho transexual custará o pesadelo de um paciente entre a vida e a morte.

Paz e Bem!

“Escolhe, pois, a vida”: A escolha e suas conseqüências

quarta-feira, 27 fevereiro, 2008 às 10:21 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida | Deixe um comentário
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Trago duas notícias para proporcionar uma reflexão.

A primeira, da BBC Brasil e publicada pelo Estadão, é quase um “sinal do céu” para que as mães não abortem seus filhos. Uma mãe decidiu manter sua gravidez mesmo descobrindo um tumor no útero e — surpresa! — teve a vida salva pelos fetos (eram gêmeas).

A segunda, da Zenit, desmascara a falácia daqueles que reivindicam o aborto legal anunciando a mentirosa associação entre aborto legal e aborto seguro. Não existe aborto seguro. Nem para a mãe, e muito menos para o nascituro. No méxico, uma jovem faleceu ao se submeter ao aborto legal.

Leiam:

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Fetos chutam tumor de útero e ‘salvam a vida da mãe’

Ela decidiu seguir em frente com a gestação e foi submetida a doses limitadas de quimioterapia

BBC Brasil

SÃO PAULO – Uma britânica que descobriu um câncer durante a gravidez foi salva pelos chutes dos fetos, que expulsaram parte do tumor.

Michelle Stepney, de 35 anos, estava grávida de gêmeas quando foi levada para o hospital com um sangramento.

No início, os médicos suspeitaram de um aborto, mas logo descobriram que ela estava com câncer cervical e que acabara de expelir um pedaço do tumor do colo do útero.

“Eu não poderia imaginar que os chutes que eu sentia seriam tão importantes. Eu mal pude acreditar quando os médicos disseram que os movimentos tinham expulsado o tumor”, diz Michelle.

Os oncologistas sugeriram que ela fizesse quimioterapia e retirasse o útero para remover o câncer por completo, o que significaria o fim da gravidez.

Michelle conta que, depois de muito refletir, decidiu seguir em frente com a gestação e foi submetida a doses limitadas de quimioterapia, aplicadas a cada 15 dias.

As gêmeas, Alice e Harriet, nasceram na 33ª semana de gravidez de cesariana. As meninas estavam em perfeito estado de saúde, mas nasceram sem cabelo por causa dos efeitos da quimioterapia.

Quatro semanas depois do parto, Michelle foi submetida a uma cirurgia para retirada do tumor e do útero. Os médicos acreditam que ela esteja curada.

A britânica disse que deve “a vida às filhas”.

No dia 12 de fevereiro, Michelle receberá o prêmio “Mulher de Coragem” do Cancer Research UK, um centro na Grã-Bretanha dedicado a pesquisas sobre o câncer.

(Agência Estado, 05/02/2008)

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid120001,0.htm

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Falece jovem no México ao submeter-se a aborto «legal»

MÉXICO, sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org-El Observador).- Enquanto grupos ideológicos fazem pressão para que a Suprema Corte de Justiça da Nação descarte o recurso de inconstitucionalidade interposto por organizações católicas à descriminalização do aborto no Distrito Federal, uma jovem de 15 anos de idade morreu em dias passados, em um hospital do governo da capital, durante a prática de um aborto «legal».

Desde 2007, o governo de esquerda do Distrito Federal descriminalizou o aborto até as 12 semanas de gestação, o que atraiu um recurso de inconstitucionalidade por parte de organismos defensores da vida na Igreja Católica, o mesmo que se analisa nestes dias na Corte Supremo do México.Organizações próximas do partido governante na capital da República (Partido da Revolução Democrática) não deram importância ao fato da morte da jovem de nome Vianey, que faleceu no Hospital de Balbuena, «porque não se utilizou o ultra-som para saber o tempo de sua gravidez e (o Dr. Jorge Martínez López) lhe deu um abortivo, ainda que tivesse 16 semanas de gestação, quatro a mais do que a lei permite», disseram, como explicação, as autoridades de saúde do Distrito Federal.

Enquanto isso, em nome da Associação Civil Vida e Família, sua coordenadora, Susana Vallina, disse hoje que «a interrupção legal da gravidez (como se chama o aborto na lei do DF) deve voltar a ser revisada; disseram que seu aval era para ajudar a mulher, e a morte de uma (mulher) é suficiente para exigir que se revise essa lei».

http://www.zenit.org/article-17658?l=portuguese

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Duas notícias, uma reflexão!

E tem mais: no dia 5 de março o Supremo Tribunal Federal vai decidir se o Brasil é ou não é um país que respeita a dignidade da vida humana. Saiba mais sobre o assunto com o sempre atento Wagner Luís. Basta clicar.

Paz e Bem!

A pílula do dia seguinte e o início da vida

quinta-feira, 14 fevereiro, 2008 às 4:09 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida, Fé e Razão / Ciência e Religião | 1 Comentário
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P�lula do Dia SeguinteTive recentemente uma discussão com outro blogueiro, que criticou a Arquidiocese de Recife taxando-a de “cega” pela atitude do Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho, por este ter recorrido à Justiça contra a decisão da Prefeitura de Recife de distribuir pílulas do dia seguinte durante o carnaval.

Me manifestei porque a atitude de Dom José não foi uma atitude “cega”. Antes, foi uma atitude de um cidadão como qualquer outro (com plenos direitos de recorrer à Justiça contra as decisões do Estado). Foi uma atitude em defesa da própria Constituição Federal, que em seu artigo 5º garante a inviolabilidade do direito à vida.

Meu argumento contra o blogueiro foi o mesmo de Dom José: a pílula do dia seguinte (eufemisticamente chamada de “contracepção de emergência”) é abortiva, e o aborto é proibido no Brasil.

A partir daí, a argumentação do blogueiro foi de que a pílula não é abortiva, conforme foi dito pelo parecer técnico das próprias médicas da promotoria do Ministério Público, e que culminou na aprovação da distribuição da pílula.

Conforme bem lembrado pelo amigo Wagner Luís, em seu blog O Possível e o Extraordinário, o próprio fabricante do Levonelle, cujo princípio ativo é o levonorgestrel, comumente utilizado com esta finalidade, informa em seu site a ação do medicamento. Vejamos:

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“About Levonelle
Levonelle is an emergency contraceptive available from accredited pharmacies. Levonelle is thought to work by:

  • stopping or delaying the ovaries from releasing an egg
  • preventing sperm from fertilizing an egg you may already have released.
  • stopping a fertilised egg from attaching itself to the lining of the uterus”

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Traduzindo, as três principais ações do fármaco levonorgestrel são: a) inibir a ovulação; b) dificultar a locomoção dos espermatozóides imedindo-os de chegar ao óvulo; e c) impedir a chamada “nidação” ou “aninhamento” do óvulo fecundado (zigoto) nas paredes do útero (endométrio).

Vê-se portanto que o Levonelle não é apenas um contraceptivo, pois ele não age apenas na inibição ou na prevenção contra a contracepção, mas ele “aborta” uma concepção já iniciada impedindo o embrião de seguir seu curso natural, ou seja, aninhar-se no endométrio para poder nutrir-se e continuar seu desenvolvimento.

Após mostrar isso para o blogueiro, mais uma vez ele fez malabarismo com sua argumentação, dizendo que o zigoto e o embrião não têm vida antes da nidação. Argumento muito utilizado por defensores da pílula do dia seguinte e também dos cientistas sem ética que destroem embriões humanos para estudos.

Pois bem, vemos portanto que o ponto central, não só desse debate entre o blogueiro e eu, como em toda a questão bioética em torno do uso de células-tronco embrionárias é uma só: “Quando começa a vida humana?”.

A Igreja teria argumentos teológicos e metafísicos suficientes para responder esta pergunta. Mas não é usando a Teologia e a Metafísica que a Igreja responde a esta pergunta. É usando a própria ciência. É a biologia, a medicina e a genética que, ao longo dos anos, com base em observações, estudos e pesquisas, determinou que a vida se inicia na concepção, ou seja, no momento em que o óvulo maduro é fecundado pelo espermatozóide. Neste momento surge um organismo novo, que já envia “mensagens” para o corpo da mãe, informando-o de que um novo ser está ali, presente. Surge também um indivíduo geneticamente novo, inédito, exclusivo, cujo DNA não é igual ao do pai, nem igual ao da mãe.

Para comprovar o que estou dizendo, utilizo o trecho da “Carta do Rio”, documento redigido durante o VII Conclave da Federação Brasileira das Academias de Medicina, recebida pelo Prof. Felipe Aquino e publicada por ele em seu blog.

Segundo informações do próprio professor, a Federação Brasileira das Academias de Medicina é o órgão que reúne as Academias Estaduais e a Academia Nacional de Medicina. Vejamos o que diz o documento:

“1. Bioética

A pessoa humana é a referência inicial de todos os demais valores em qualquer civilização digna deste nome. A transmissão da vida é confiada pela natureza a um ato interpessoal e consciente, portanto livre e responsável, tendo em vista a dignidade da Pessoa Humana e sua procriação.

2. Inicio da Vida Humana

Com os atuais conhecimentos da Biologia molecular, da genética e da embriologia, é um fato cientificamente comprovado que a Vida Humana tem inicio na fusão do óvulo com o espermatozóide, quando se forma o zigoto, que começa a existir e a operar como uma unidade desde o momento da fecundação. Possui um genoma especificamente humano que lhe confere uma identidade biológica única e irrepetível, portanto, uma individualidade de sua espécie. É o executor do seu próprio desenvolvimento de maneira coordenada, gradual e sem solução de continuidade.

3. Engenharia Genética

A ciência e a tecnologia devem ser colocadas a serviço da Vida Humana, respeitando a dignidade e os direitos fundamentais da pessoa humana.”

Eis a prova de que é a ciência (e não a religião) quem diz que a vida humana se inicia na concepção. A Igreja Católica apenas acolheu o que diz a ciência.

Agora, um pouquinho de Lógica. Então, vamos ao silogismo:

  • Premissa maior: Toda eliminação precoce da vida humana intra-uterina caracteriza aborto;
  • Premissa menor: A pílula do dia seguinte provoca uma eliminação precoce da vida humana intra-uterina;
  • Conclusão: Logo, a pílula do dia seguinte é abortiva.

Simples assim!

Duas coisas ficam claras como água límpida: 1) A Arquidiocese de Recife não é cega; 2) Vê-se, também, que o Ministério Público adotou uma postura inconstitucional e, pior que isso, baseada numa mentira.

Há muitos outros aspectos éticos pra se abordar a respeito da pílula do dia seguinte, como por exemplo, o mal que ela provoca no organismo da mulher (uma vez que trata-se de uma verdadeira “bomba hormonal”). Mas isso eu deixo nas referências para o leitor tirar suas próprias conclusões.

Paz e Bem!

Leia mais:

A Importância de que Haja Médicos Católicos

terça-feira, 29 janeiro, 2008 às 10:07 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida, Fé e Razão / Ciência e Religião | 1 Comentário
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A revista científica “The Lancet” reivindicou junto à Igreja o reconhecimento dos anticoncepcionais orais e pedindo sua distribuição entre as mulheres, argumentando que um suposto estudo havia indicado a ação destes fármacos contra o câncer de ovários.

Graças a Deus, que é o Sumo Bem, existem médicos católicos, que prezam pelo bem-estar e pela saúde das mulheres e de toda a sociedade. O presidente da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos – F.I.A.M.C., emitiu um comunicado esclarecendo que a publicação científica não foi “nada científica” nos seus métodos.

A F.I.A.M.C. não desmentiu, simplesmente, o suposto estudo. A F.I.A.M.C. foi mais além, e recordou que a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, da O.M.S., publicou em 2005 a constatação de que os anticoncepcionais orais combinados são possíveis cancerígenos!

«Como resultado dos efeitos secundários destes fármacos, inclusive o câncer, temos de dizer que neste caso ‘The Lancet’ e a mídia, ao reproduzir seu chamado, foram claramente irresponsáveis» [Dr. Josep Maria Simon Castellví, presidente da F.I.A.M.C.]

A agência católica de notícias ZENIT dá mais detalhes sobre o fato.

E nesta sexta-feira, o assunto do artigo de Christopher West sobre a Teologia do Corpo será exatamente a mentalidade contraceptiva e a paternidade responsável do ponto de vista da moral cristã. Não percam!

Paz e Bem!

Brasileiros Rejeitam o Aborto

quinta-feira, 24 janeiro, 2008 às 12:19 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida | Deixe um comentário
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Darei as honras do 200º post deste humilde blog a um homem que começo a admirar por sua sabedoria e coragem. Neste artigo, publicado no Diário do Nordeste, ele mostra que, ao contrário de um debate sadio e democrático, o que os abortistas querem é a implantação forçada e anti-democrática da cultura da morte em nosso país, uma vez que a maioria esmagadora dos brasileiros rejeita invariavelmente o aborto em qualquer hipótese.

Leiam:

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Aborto é Rejeitado
por Carlos Alberto di Franco
(original publicado no Diário do Nordeste, em 20/jan/2008)
Pesquisa Datafolha divulgada no final do ano passado constatou um expressivo aumento da rejeição ao aborto no Brasil. Para 87% dos entrevistados, fazer um aborto é algo moralmente errado.

A maioria declara que daria apoio a um filho ou filha no caso de uma gravidez na adolescência, e rejeita a prática do aborto.

Ao considerar a hipótese de ter uma filha que ficasse grávida ainda adolescente, 82% a apoiariam para que tivesse o filho em qualquer situação. Dariam seu apoio para que ela levasse a gravidez adiante.

Apenas 1% dos entrevistados aconselharia o aborto em qualquer situação.

Não chegam a 1% os que a aconselhariam a fazer um aborto, caso o pai da criança não quisesse assumir o filho.

Se fosse um filho a engravidar uma menina, 71% o apoiariam para que ele tivesse o filho em qualquer situação.

Os que aconselhariam um aborto em qualquer situação não somam 1%, e o mesmo acontece com os que seriam favoráveis à interrupção da gravidez por achar o rapaz muito novo para ser pai.

O resultado da pesquisa é uma ducha de água fria na estratégia pró-aborto do ministro Temporão e confirma uma tendência flagrada em pesquisas anteriores.

As campanhas do governo estão de costas para o Brasil real.

Vale acrescentar que, se o projeto do Conselho Federal de Jornalismo estivesse vigorando, caro leitor, hoje certamente eu não estaria escrevendo este artigo.

Mas, como a imprensa brasileira é pluralista e defensora da liberdade de expressão, posso, sem nenhum constrangimento, defender meu ponto de vista, que talvez não esteja, necessariamente, em sintonia com a linha editorial de alguns jornais diários.

Os jornais não amordaçam. Felizmente. Mas os governos, freqüentemente, gostam de ouvir Samba de Uma Nota Só.

Por isso, devemos, todos nós, defender a liberdade de imprensa e de expressão com vigor e coragem moral.

A legalização do aborto, independentemente dos eufemismos de alguns e da ambigüidade do presidente da República, é prioridade do governo Lula.

A opinião pública assiste, atônita, a uma articulada campanha que pretende impor contra a vontade expressa da sociedade, e em nome da ´democracia´, a eliminação do primeiro direito humano fundamental: o direito à vida.

Agora, no entanto, o que se pretende é o aborto amplo e irrestrito. A legalização do aborto, estou certo, é o primeiro elo da imensa cadeia da cultura da morte.

Após a implantação do aborto descendente (a eliminação do feto), virão inúmeras manifestações do aborto ascendente (supressão da vida do doente) – a eutanásia já está sendo incorporada ao sistema legal de alguns países -, do idoso e, quem sabe, de todos os que constituem as classes passivas e indesejadas da sociedade.

O brasileiro é contra o aborto. Não se trata apenas de uma opinião, mas de um fato medido em pesquisa de opinião. Por isso o governo precisa ir devagar com o andor.

A legalização do aborto seria, hoje e agora, uma ação nitidamente antidemocrática. Ademais, existe a questão dos princípios.

A democracia é o regime que mais genuinamente respeita a dignidade da pessoa humana. Qualquer construção democrática, autêntica e não apenas de fachada, reclama os alicerces dos valores éticos fundamentais.

Por isso, não obstante a força do marketing emocional que apóia as campanhas pró-aborto, é preocupante o veneno antidemocrático que está no fundo dos slogans abortistas.

Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para seres humanos (os adultos) por meio da morte de outros (as crianças não nascidas).

Há um elo indissolúvel entre a prática do aborto, o massacre do Carandiru, a chacina da Candelária e outras agressões à vida: o ser humano é encarado como objeto descartável.

A violência contra a infância abandonada, o surpreendente crescimento da violência infanto-juvenil, o clima de insegurança que se respira nos grandes centros urbanos são a conseqüência lógica da cultura da morte.

É inútil enclausurar-se em condomínios fechados, multiplicar guaritas, erguer muros cada vez mais altos.

A humanidade humanicida não pode esperar sensibilidade da geração que deu à luz, porque os filhos não costumam ser mais generosos e dedicados que seus pais.

* Consultor, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra

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Paz e Bem!

Ministério da Saúde… Saúde?!

terça-feira, 22 janeiro, 2008 às 14:45 | Publicado em Bioética / Defesa da Vida, Política | 2 Comentários
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Enquanto o país é tomado por uma epidemia histórica de dengue e, pouco depois, por uma crescende onda quase epidêmica de febre amarela, nosso Ministro da Saúde (?!) está preocupado mesmo é outro tipo de saúde pública, uma “saúde pública” que garanta às mães o direito de matarem seus filhos por nascer, dentro de seus próprios úteros.

Paz e Bem!

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