Fidelidade matrimonial: testemunho do amor de Cristo

quinta-feira, 9 junho, 2011 às 9:41 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 1 Comentário
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Excertos do discurso do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em sua Audiência Geral de ontem, 8 de junho, comentnado sobre sua recente viagem à Croácia, para participar das comemorações do Primeiro Dia Nacional das Famílias Católicas Croatas:

«Foi muito importante para mim confirmar na fé especialmente aquelas famílias que o Concílio Vaticano II chamou de ‘igrejas domésticas’. O bem-aventurado João Paulo II, que visitou a Croácia três vezes, colocou grande ênfase no papel das famílias na Igreja; por isso, com essa viagem, eu quis dar continuidade a este aspecto de seu ensinamento.»

«As nações européias de forte tradição cristã possuem uma especial responsabilidade de defender e promover o valor da família fundada no matrimônio, que continua a ser decisiva, tanto no campo da educação, bem como na esfera social.»

«Nesses nossos dias, enquanto infelizmente vemos um aumento no número de separações e divórcios, a própria fidelidade dos esposos tornou-se um testemunho significativo do amor de Cristo, que permite ao matrimônio ser vivido como aquilo que ele realmente é: a união de um homem e uma mulher que, com a graça de Deus, amam-se e ajudam-se mutuamente por uma vida inteira, na alegria e na tristeza, na doença e na saúde.»

«Através do compromisso do matrimônio, as crianças aprendem, sem palavras, que Deus é Amor fiel, paciente, respeitoso e generoso. A Fé em Deus que é Amor, é transmitida em primeiro lugar pelo testemunho de fidelidade do amor esponsal, que traduz naturalmente em amor pelos filhos que são frutos desta união.»

«Tal fidelidade não é possível sem a graça de Deus, sem o suporte da fé e do Espírito Santo. Por isso a Virgem Maria intercede sem cessar ao seu Filho para que Ele — como nas Bodas de Caná — possa continuamente renovar nos esposos o dom do ‘vinho bom’; isto é, da Graça, a qual os torna capazes de viver como ‘uma só carne’ através das várias circunstâncias e situações da vida.»

Os destaques são por minha conta.

Paz e Bem!

Papa: “conciliar as exigências do trabalho com as da família e recuperar o verdadeiro sentido das festas”

sexta-feira, 24 setembro, 2010 às 12:05 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | Deixe um comentário
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CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AO PRESIDENTE DO PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA EM PREPARAÇÃO AO VII ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS, 24/09/2010

Publico a seguir minha tradução livre da Carta do Santo Padre Bento XVI ao Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Eminentíssimo Cardeal Ennio Antonelli, em preparação ao VII Encontro Mundial das Famílias que se desenvolverá em Milão de 30 de maio a 3 de junho de 2012 sob o tema: “A família: o trabalho e a festa”.

É muito interessante perceber que no pontificado de Bento XVI, ele não me de esforços para resgatar a Tradição e a Vida Sacramental como centro da vida cristã no mundo. O tema escolhido para o próximo Encontro Mundial das Famílias não poderia ser mais propício: refletiremos sobre as implicações de uma economia em que o trabalho muitas vezes devora o tempo de convivência familiar, e desvirtua as festividades cristãs, roubando das famílias estes momentos de Vida e Comunhão cristãs.

Em palavras claras: quantas empresas nós conhecemos que obrigam os funcionarios a trabalharem nos Domingos e feriados religiosos? Quantos funcionários nós conhecemos – talvez nós mesmos – que fazem acordos coletivos com os patrões para trabalhar num feriado religioso, talvez até em dia santo de guarda, e poder folgar um dia a mais no fim de semana? Quantas famílias nós conhecemos que, na Semana Santa, deixam de viver as celebrações da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor na Igreja em troca de lazer, viagens, etc.? É esta perda da tradição cristã nas famílias que o Santo Padre quer resgatar.

Viva o Santo Padre!

CARTA DO SANTO PADRE

Venerável Irmão
Cardeal ENNIO ANTONELLI
Presidente do Pontifício Conselho para a Família

Na conclusão do VI Encontro Mundial das Famílias, que se desenvolveu na Cidade do México em janeiro de 2009, anunciei que o próximo compromisso das famílias católicas do mundo inteiro com o Sucessor de Pedro tomaria lugar em Milão, em 2012, sob o tema: “A Família: o trabalho e a festa”. Desejando agora iniciar a preparação para tal importante evento, tenho prazer em precisar que este, se Deus quiser, se desenvolverá de 30 de maio a 3 de junho, e ao mesmo tempo fornecer algumas indicações mais detalhadas a respeito da temátida e da modalidade de atuação.

O trabalho e a festa estão intimamente relacionados com a vida das famílias: as condicionam as escolhas, influenciam as relações entre os cônjuges e entre pais e filhos, incidem sobre as relações da família com a sociedade e com a Igreja. A Sagrada Escritura (cf. Gn 1-2) nos diz que família, trabalho e dia festivo são dons e bençãos de Deus para ajudar-nos a viver uma existência plenamente humana. A esperiência cotidiana atesta que o desenvolvimento autêntico da pessoa compreende seja a dimensão individual, familiar e comunitária, sejam as atividades e as relações funcionais, como também a abertura à esperança e ao Bem sem limites.

Infelizmente, nos nossos dias, a organização do trabalho, pensada e atuada em função da concorrência de mercado e do máximo lucro, e a concessão da festa como ocasião de evasão e de consumo, contribuem a desregrar a família e a comunidade e a difundir um estilo de vida individualista. Por isso, ocorre promover uma reflexão e um empenho dirigidos a conciliar as exigências e os tempos do trabalho com aqueles da família, e a recuperar o sentido verdadeiro da festa, especialmente do Domingo, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade.

O próximo Encontro Mundial das Famílias constitui uma ocasião privilegiada para repensar o trabalho e a festa na perspectiva de uma família unida e aberta à vida, bem inserida na sociedade e na Igreja, atenta à qualidade das relações além da economia do próprio núcleo familiar. O evento, por alcançar muitos frutos, não deveria porém permanecer isolado, mas colocar-se dentro de um adequado percurso de preparação eclesial e cultural. Desejo portanto que já no curso do ano 2011, XXX aniversário da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, “magna charta” da pastoral familiar, seja empreendido um válido itinerário com iniciativas a nível paroquial, diocesano, nacional objetivando a lançar luzes sobre experiências de trabalho e de festa nos seus aspectos mais verdadeiros e positivos, em particular no que diz respeito à vivência concreta das famílias.

Famílias cristãs e comunidades eclesiais de todo o mundo se sentem por isso interpeladas e implicadas, e se põem solicitamente a caminho rumo a “Milão 2012″.

O VII Encontro Mundial terá, como os anteriores, a duração de cinco dias e culminará no sábado à tarde com a “Festa do Testemunho”, e na manhã do Domingo com a Missa solene. Nestas duas celebrações, presididas por mim, nos veremos todos reunidos como “família de famílias”. O desenvolvimento conjunto do evento será cuidado de modo a harmonizar completamente as várias dimensões: oração comunitária, reflexão teológica e pastoral, momentos de fraternidade e de troca entre as famílias hóspedes com aquelas do território, ressonância midiática.

Por fim, que o Senhor recompense com abundantes favores celestiais a Arquidiocese ambrosiana pela generosa disponibilidade e pelo empenho da organização colocada ao serviço da Igreja Universal e das famílias pertencentes a tantas nações.

Enquanto invoco a intercessão da Santa Família de Nazaré, entregue ao trabalho cotidiano e assídua às celebrações festivas do seu povo, distribuo de coração ao senhor, venerável Irmão, e aos colaboradores a Bênção Apostólica, que com especial afeto estendo de boa vontade a todas as famílias empenhadas na preparação do grande Encontro de Milão.

Castel Gandolfo, 23 de agosto de 2010

BENEDICTUS PP. XVI

Campanha “REZEMOS PELO SANTO PADRE”

quinta-feira, 15 abril, 2010 às 17:31 | Publicado em Fé e Igreja | Deixe um comentário
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Não pode haver ocasião mais oportuna para que os católicos de todo o Brasil se unam em oração pelo Sumo Pontífice Bento XVI. No contexto de tantas críticas e difamações, calúnias e perseguições, está construído o cenário ideal para que a força dos tripulantes da barca de Pedro atue na intercessão pelo Papa. Amanhã (16/04), Sua Santidade comemora seu aniversário natalício e, na segunda-feira (19/04), ele completará 5 anos de pontificado.

O Evangelho desse domingo faz referência ao sucessor de Pedro. “Apascenta minhas ovelhas”, diz o Senhor. Pedro apascenta o rebanho dos cristãos; chegou a hora de agradecermos a coragem e o ânimo com o qual o Papa Bento XVI tem conduzido a Igreja nesse início de milênio. Chegou a hora de rezarmos por aquele que, todos os dias, reza por nós.

Como? Na Missa deste Domingo, ofereceremos nossas preces de forma especial pelo Santo Padre. Vale até mesmo permanecer na Igreja, ou preferencialmente diante do Santíssimo Sacramento, por alguns minutos após a Santa Missa, oferecendo a Nosso Senhor as preces de toda a Cristandade pelo Sumo Pontífice, a fim de que, pelas gloriosas e ternas mãos da Santíssima Virgem Maria, o Senhor nunca lhe permita faltar a assistência do Espírito Santo, e  conceda a fortaleza, a sabedoria e a coragem, para que ele continue sendo o espelho do Bom Pastor que tem sido nestes 5 anos de pontificado, e que ele não sucumba diante das críticas e ataques da mídia secular, dos ateus, dos agnósticos, e de todos os inimigos da Igreja.

Domingo será um dia de união. Unamo-nos com os cristãos católicos de outras partes do mundo, que também estarão intercedendo pelo Santo Padre. Unamo-nos com os santos apóstolos, as virgens, os mártires, os anjos e santos do Céu, e a Bem-Aventurada Virgem Maria, enfim, Igreja militante e triunfante, em sinal de profunda e sincera adesão ao nosso Pastor neste mundo de Exílio.

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Nosso compromisso: oferecer preces e orações(*) pelo Santo Padre Papa Bento XVI
Onde: cada um em sua própria paróquia
Quando: neste Domingo, 18/04/2010, na Santa Missa

* Sugestão: oferecer um terço ou, ao menos, um Pai-Nosso, três Ave-Marias, um Glória e uma Salve Rainha.

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Paz e Bem!

Papa pede mais facilidades para famílias jovens e numerosas

segunda-feira, 18 janeiro, 2010 às 9:39 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | Deixe um comentário
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Por sorte o Papa estava se dirigindo às autoridades civis de Roma, e não do Brasil. Para as nossas autoridades brasileiras, para quem o aborto é um “direito humano”, o pedido do Santo Padre deve soar absurdamente “desumano”.

Paz e Bem!

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Papa pede mais facilidades para famílias jovens e numerosas
Ao receber as autoridades locais e regionais de Roma

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI pediu hoje às autoridades civis mais apoio concreto para as famílias jovens e as numerosas, ao receber os membros das administrações da Região do Lácio, da Província e da prefeitura de Roma.

Como é tradição, já que o Papa também é bispo de Roma e cabeça da província eclesiástica de Roma (território que coincide com a região do Lácio), Bento XVI recebeu em audiência as autoridades civis, para felicitá-las pelo ano novo.

Neste encontro anual, o Papa costuma aproveitar para tratar sobre problemas sociais de Roma. Desta vez, centrou sua atenção na família e na educação dos jovens, assim como nos doentes e na necessidade de um projeto urbanístico “pensado para a pessoa”.

Particularmente, elogiou a iniciativa levada a cabo por algumas paróquias e bairros novos para ajudar as famílias jovens com crianças pequenas, que frequentemente têm dificuldades para conciliar o trabalho e a vida familiar.

Estas comunidades eclesiais, “conscientes de que a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento humano, realizaram os ‘oratórios dos pequenos’. Estas úteis estruturas permitem que as crianças passem as horas do dia lá, enquanto seus pais trabalham”, explicou.

O Papa desejou que esta experiência e outras similares se estendessem a toda a cidade, para “ajudar os pais jovens em sua tarefa educativa”.

“Desejo também que possam ser adotados outros procedimentos a favor das famílias, em particular das numerosas, para que toda a cidade goze da função insubstituível desta instituição, primária e indispensável célula da sociedade”, acrescentou o Papa.

Também tratou sobre os jovens e sua educação. Hoje os jovens querem “saber quem é o homem e qual é o seu destino, e buscam respostas capazes de indicar-lhes o caminho a ser percorrido para fundar sua existência em valores perenes”.

Referindo-se à educação sexual dos jovens, insistiu em que “é necessário evitar propor aos adolescentes e aos jovens caminhos que favoreçam a banalização destas dimensões fundamentais da existência humana”.

O Papa convidou todos a compreenderem que, “ao pronunciar seu ‘não’, a Igreja na verdade diz ‘sim’ à vida, ao amor vivido na verdade do dom de si ao outro, ao amor que se abre à vida e que não se fecha em uma visão narcisista do casal”.

“Sobre estes temas, como também sobre os da família fundada no matrimônio e sobre o respeito à vida da concepção até seu término natural, a comunidade eclesial não pode deixar de ser fiel à verdade”, acrescentou.

Papa Bento XVI: “A família está sendo assediada por certas forças e vozes na sociedade atual”

segunda-feira, 5 outubro, 2009 às 10:40 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 3 Comentários
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DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL

DOS BISPOS DO BRASIL DOS REGIONAIS NORDESTE 1 E 4

EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»

Sala do Consistório

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Caríssimos Irmãos no Episcopado

Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.

Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.

Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).

Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.

A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.

É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.

Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.

Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.

© Copyright 2009 – Libreria Editrice Vaticana

Mensagem “Urbi et Orbe” – Papa Bento XVI – Páscoa 2009

domingo, 12 abril, 2009 às 18:23 | Publicado em A Voz do Santo Padre | Deixe um comentário
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Com legendas em português:

Papa Bento XVI reafirma a Humanae Vitae

sexta-feira, 3 outubro, 2008 às 9:43 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | 1 Comentário
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Fonte: Rádio Vaticano

Comento depois.

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03/10/2008 13.57.31

Só os olhos do coração compreendem as exigências de um grande amor que sabe dar sem reservas: Bento XVI, a propósito dos 40 anos da “Humanae vitae”

Na geração dos filhos, o amor conjugal “não só se assemelha ao amor de Deus, mas participa mesmo nesse Amor”. Um grande amor que sabe dar sem reservas e cujas exigências só os olhos do coração são capazes de compreender. Afirmações de Bento XVI numa mensagem dirigida ao Congresso promovido pelo Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família e pela Universidade Católica Italiana (do Sagrado Coração). Na mensagem, enviada ao Presidente daquele Instituto Pontifício, Mons. Lívio Melina, o Papa sublinha que a Encíclica de Paulo VI nos convida a compreender “o grande sim que implica o amor conjugal”.

“Qualquer forma de amor tende a difundir a plenitude de que vive, mas o amor conjugal tem um modo próprio de se comunicar: gerar os filhos” – escreve Bento XVI. “Excluir esta dimensão comunicativa mediante uma acção que vise impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor esponsal com que se comunica o dom divino”.

A quarenta anos da publicação da “Humanae vitae” – sublinha o Papa – estamos em condições de compreender que “os filhos não são o objectivo de um projecto humano, mas são reconhecidos como um verdadeiro dom, a acolher numa atitude de generosa responsabilidade para com Deus, primeiro manancial da vida humana”. Este “grande sim à beleza do amor – lê-se na mensagem – comporta certamente a gratidão, tanto dos pais aos receber o dom de um filho, como também do próprio filho, ao saber que a origem da sua vida está ligada a um amor tão grande e acolhedor”.

O Papa constata que também hoje muitos fiéis têm dificuldade em compreender a mensagem da Igreja que “defende a beleza do amor conjugal na sua manifestação natural”. A solução técnica aparece muitas vezes como a mais fácil, mas na realidade esconde a questão de fundo, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um auto-domínio responsável, para que o seu exercício se possa tornar expressão de amor pessoal. 

A técnica – adverte o Santo Padre – “não pode substituir a maturação da liberdade, quando está em jogo o amor”. Por outro lado, “também a razão não basta, é preciso que seja o coração a ver”. “Só os olhos do coração conseguem advertir as exigências próprias de um grande amor, capaz de abranger a totalidade do ser humano”.

Por outro lado, Bento XVI reconhece que no caminho do casal podem verificar-se circunstâncias graves que tornem “prudente” distanciar os nascimentos dos filhos ou mesmo renunciar a novas gestações. É aqui que – explica o Papa – “se torna importante para a vida dos cônjuges o conhecimento dos ritmos naturais de fertilidade da mulher”. Estes métodos consentem ao casal “administrar o que o Criador sapientemente inscreveu na natureza humana, sem perturbar o significado integral da doação sexual”. Obviamente, afirma o Pontífice, estes métodos que respeitam a verdade plena do amor dos cônjuges requerem “uma maturidade no amor que não é imediata, mas comporta um diálogo e uma escuta recíproca e um singular domínio do impulso sexual num caminho de crescimento na virtude”. 

A concluir a sua mensagem, nos quarenta anos da “Humanae Vitae”, Bento XVI menciona com apreço a actividade de centros como o Instituto Internacional Paulo VI, querido por João Paulo II que fazem “Progredir o conhecimento das metodologias tanto para a regulação natural da fertilidade humana como também para a superação natural de uma eventual infertilidade”. 

Como que em eco à “Donum vitae”, do Papa Wojtyla, a mensagem do atual pontífice sublinha que muitos investigadores, “salvaguardando plenamente a dignidade da procriação humana” chegaram a “resultados que antes parecia impossível alcançar”. Bento XVI faz votos de que, na sua pastoral matrimonial e familiar, a Igreja saiba orientar os casais, levando-os a “compreender com o coração o maravilhoso projecto que Deus inscreveu no corpo humano”. Finalmente, a exortação – aos cônjuges católicos – a serem “testemunhas credíveis da beleza do amor”. 

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É muito bom ver o Papa defendendo as verdades de sempre da Doutrina Católica. O mundo moderno está sedento de um líder que aponte caminhos seguros para a felicidade e para o amor. Povos todos, eis o líder que o próprio Cristo instituiu: o sucessor de Pedro! Basta ouvir o Papa!

A beleza do amor conjugal está em refletir o Amor Divino em todas as suas dimensões: livre, total, fiel e fecundo! A união conjugal onde os esposos voluntariamente se tornam infecundos é uma união enganadora, pois não expressa amor. Amor é entrega total, ainda que exija sacrifícios!

Como o Papa João Paulo II ensinou, e o atual Santo Padre bem lembrou, nos nossos corpos está inscrito um projeto maravilhoso de Deus, uma linguagem profética, porque comunica o amor de Deus. E nenhum lugar favorece melhor essa comunicação do que no matrimônio cristão, onde acontece aquela comunhão de pessoas, a união numa só carne, na qual o casal co-participa da criação junto com o Criador, dando origem a uma nova vida, dom de Deus!

Casais cristãos, sejamos “testemunhas credíveis da beleza do amor”, conforme nos pede o Vigário de Cristo!

VIVA O PAPA! VIVA A HUMANAE VITAE!

Paz e Bem!

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