Fidelidade matrimonial: testemunho do amor de Cristo

quinta-feira, 9 junho, 2011 às 9:41 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 1 Comentário
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Excertos do discurso do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em sua Audiência Geral de ontem, 8 de junho, comentnado sobre sua recente viagem à Croácia, para participar das comemorações do Primeiro Dia Nacional das Famílias Católicas Croatas:

«Foi muito importante para mim confirmar na fé especialmente aquelas famílias que o Concílio Vaticano II chamou de ‘igrejas domésticas’. O bem-aventurado João Paulo II, que visitou a Croácia três vezes, colocou grande ênfase no papel das famílias na Igreja; por isso, com essa viagem, eu quis dar continuidade a este aspecto de seu ensinamento.»

«As nações européias de forte tradição cristã possuem uma especial responsabilidade de defender e promover o valor da família fundada no matrimônio, que continua a ser decisiva, tanto no campo da educação, bem como na esfera social.»

«Nesses nossos dias, enquanto infelizmente vemos um aumento no número de separações e divórcios, a própria fidelidade dos esposos tornou-se um testemunho significativo do amor de Cristo, que permite ao matrimônio ser vivido como aquilo que ele realmente é: a união de um homem e uma mulher que, com a graça de Deus, amam-se e ajudam-se mutuamente por uma vida inteira, na alegria e na tristeza, na doença e na saúde.»

«Através do compromisso do matrimônio, as crianças aprendem, sem palavras, que Deus é Amor fiel, paciente, respeitoso e generoso. A Fé em Deus que é Amor, é transmitida em primeiro lugar pelo testemunho de fidelidade do amor esponsal, que traduz naturalmente em amor pelos filhos que são frutos desta união.»

«Tal fidelidade não é possível sem a graça de Deus, sem o suporte da fé e do Espírito Santo. Por isso a Virgem Maria intercede sem cessar ao seu Filho para que Ele — como nas Bodas de Caná — possa continuamente renovar nos esposos o dom do ‘vinho bom’; isto é, da Graça, a qual os torna capazes de viver como ‘uma só carne’ através das várias circunstâncias e situações da vida.»

Os destaques são por minha conta.

Paz e Bem!

Tendências preocupantes acerca do Sagrado Matrimônio

terça-feira, 21 dezembro, 2010 às 7:54 | Publicado em Matrimônio e Família, Notícias | Deixe um comentário
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Há quem diga que “os números são frios”, com o que não deixo de concordar. Mas eles servem, às vezes, ao menos para nos levar à reflexão sobre nossos valores e nossa conduta pessoal enquanto testemunhas de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Igreja perante o mundo.

Se a sociedade está dando as costas ao valor do Sagrado Matrimônio, que tem a função profética de simbolizar o Amor de Cristo por sua Igreja, então a própria Palavra de Deus está sendo ignorada; o próprio Cristo é esquecido…

Os dados das pesquisas dizem respeito aos E.U.A., mas não creio que o Brasil esteja distante desta realidade.

Leia (os grifos são meus):

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AS TRIBULAÇÕES DO MATRIMÔNIO

Novos informes revelam tendências preocupantes

Por padre John Flynn, L.C.

Fonte: http://www.zenit.org/article-26841?l=portuguese

ROMA, terça-feira, 21 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Um relatório recém-publicado mostra que a classe média está sofrendo um aumento no número de divórcios e mães solteiras, e que os problemas matrimoniais não se limitam às pessoas com níveis mais baixos de educação e renda.

A edição 2010 de The State of Our Unions, “When Marriage Disappears: The Retreat from Marriage in Middle America” (A situação de nossos casamentos, “quando desaparece o matrimônio: o afastamento do matrimônio por parte da América do Norte média”) foi publicada a 29 de novembro.

O documento trata-se de um esforço conjunto do National Marriage Project da Universidade de Virginia e do Center for Marriage and Families del Institute for American Values.

O informe revela que o matrimônio só é estável entre as pessoas de uma alta educação e alta renda e, de fato, o casamento parece ter-se fortalecido entre os mais ricos.

No informe se definia o norte-americano médio como alguém que terminou o estudo regular mas carece de título universitário. Este grupo constitui 58% da população adulta. Aqueles com formação universitária somam 30%. Os restantes 12% constituem os que não terminaram o ensino regular.

Entre as mudanças destacadas, o relatório apresenta:

– No início dos anos 80, apenas 2% das crianças nascidas fora do casamento eram de mães com uma educação alta, em comparação com 13% de crianças de mães com uma educação média e 33% de crianças nascidas de mães com pouco estudo. Neste final de década, a porcentagem de crianças nascidas fora do matrimônio para as mães com estudos universitários era de 6%. Os outros dois grupos experimentaram um aumento, até 44% para as mães com uma educação média, e até 54% para as com pouco estudo.

A porcentagem de adultos em idade de trabalhar com uma educação média que permaneciam casados em seu primeiro matrimônio caiu de 73% os anos 70 para 45% nesta década. Isso se deve comparar com a queda de 17 pontos no mesmo período entre os adultos com estudos universitários e, de 28 pontos, entre os adultos com pouco estudo. O que chama fortemente a atenção – observa o informe – é que os norte-americanos com estudo médio e com estudo universitário dos anos 70 muito provavelmente estavam casados; agora, quando se trata das probabilidades de estar em um matrimônio unido, é mais provável que o norte-americano com estudo médio se aproxime do que não tem estudo.

– É cada vez mais provável que os norte-americanos com estudo médio convivam em uma união de fato em vez de se casar. De 1988 até agora, a porcentagem de mulheres entre 25 e 44 anos que tinham vivido nessas uniões subiu 29 pontos para as que tinham estudo médio – ligeiramente acima dos 24 pontos daquelas com pouco estudo. Durante o mesmo período, as uniões de fato subiram 15 pontos entre as mulheres que tinham estudos universitários. Quando se trata de uniões de fato, de novo, o norte-americano com estudo médio se comporta de modo mais parecido ao norte-americano com pouco estudo.

– O aumento de divórcios e da educação dos filhos fora do casamento, nas comunidades de classe baixa e classe média por toda América do Norte, deu como resultado que cada vez mais crianças em tais situações vivam em lares onde não estão seus pais biológicos ou acabem vivendo em lares de adoção, sobretudo se forem comparadas com as crianças de lares com mais renda e educação.

Mudanças culturais

Segundo o informe, três mudanças culturais tiveram um papel chave no enfraquecimento do matrimônio entre os norte-americanos da classe média. A primeira é uma mudança sobre este tema, ao passar de ser socialmente conservadores, quanto ao matrimônio, para mais permissivos.

A segunda é que é mais provável que estes note-americanos adotem comportamentos que coloquem em perigo suas perspectivas matrimoniais futuras. Isso inclui práticas como um maior número de parceiros sexuais e mais infidelidade matrimonial.

A terceira mudança cultural é que os norte-americanos com uma educação média cada vez se parecem menos com quem tem estudo universitário, na hora de abraçar valores tradicionais.

O informe examina depois algumas outras mudanças culturais, como a queda na prática religiosa e o aumento do desejo de uma “alma gêmea”, o que faz que o nível para aceitar se casar esteja mais alto que antes. Resumindo o efeito dessas transformações, os autores concluíam: “Um problema relacionado com este novo modelo é que se quebrou o nexo normativo entre sexo, paternidade e casamento”.

Por que deveríamos estar preocupados com essas mudanças no matrimônio, questiona o informe. “O casamento não é simplesmente um acordo privado entre duas pessoas”. “É uma instituição social básica, que ajuda a assegurar o bem-estar econômico, social e emocional de inumeráveis crianças, mulheres e homens desta nação”.

O afastamento do casamento por parte do norte-americano de estudo médio significa que a vida das mães se tornou mais dura e que os pais têm-se separado de suas famílias. O informe acrescenta que também tem como resultados problemas para os filhos, com um maior número de abandonos na educação secundária e uma perda de seu caminho na sociedade.

Se o matrimônio converte-se em algo ao qual só podem aspirar os que já estão acima na escala sócio-econômica, acontecerá, então, uma divisão social e cultural, adverte o informe. “O casamento corre o risco de se converter em um bem de luxo, acessível só a quem tem os meios materiais e culturais para obtê-lo”, indicam os autores.

“Isso ameaça a experiência democrática norte-americana e deveria preocupar todo líder cívico e social de nossa nação”, advertem.

Proteção do bem comum

Os líderes religiosos também se mostraram preocupados pelo que está ocorrendo com o casamento. No dia 6 de dezembro, foi divulgada a carta aberta The Protection of Marriage: A Shared Commitment (A proteção do matrimônio: um compromisso compartilhado). Uma nota de imprensa da Conferência Episcopal dos EUA explicava que os líderes das comunidades anglicana, batista, católica, evangélica, luterana, mórmon, ortodoxa, pentecostal e sikh nos EUA afirmavam a importância de preservar o significado único do casamento.

“O amplo consenso refletido nesta carta das grandes denominações religiosas está claro: a lei do matrimônio não tenta impor a religião a ninguém, mas proteger o bem comum de todos”, afirmava o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan.

“O casamento é uma instituição fundamental para o bem-estar de toda sociedade, não só das comunidades religiosas”, afirma a carta.

A carta é só o último passo de uma série de medidas da Conferência Episcopal norte-americana para defender o matrimônio. Respaldar o casamento é o principal dos cinco objetivos propostos pelos bispos como prioridades pastorais para o próximo ano.

Uma das formas de fazer isso é através do site Marriage: Unique for a Reason (http://www.usccb.org/marriageuniqueforareason/). A página na internet oferece materiais para a educação dos católicos sobre por que o matrimônio deve se promover e proteger como a união de um homem e uma mulher.

Consciência da sociedade

O Papa Bento XVI também expressou sua preocupação com a ruptura da família e da vida matrimonial. “A Igreja vê com preocupação o cada vez maior esforço para eliminar o conceito cristão do matrimônio e da família da consciência da sociedade”, afirmava no dia 13 de setembro, ao receber o novo embaixador da Alemanha na Santa Sé.

Nas semanas posteriores, o Papa repetiu que se deveria defender a família e o casamento, em seus discursos aos embaixadores da Costa Rica, Equador, Colômbia e El Salvador.

No dia 2 de dezembro, ele falou de forma mais taxativa, em seu discurso ao novo embaixador da Hungria.

“A Europa não seria já a Europa se a célula básica da construção social desaparecesse ou se transformasse de modo substancial”, disse, referindo-se ao casamento.

O matrimônio se deteriora devido à facilidade do divórcio, à coabitação antes do casamento e a introdução de novos tipos de união que “não têm fundamento algum na história da cultura e do direito na Europa”, dizia o Papa. Palavras que se poderiam aplicar não só à Europa, mas também a muitas outras partes do mundo.

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Pax et Bonum!

 

Campanha “REZEMOS PELO SANTO PADRE”

quinta-feira, 15 abril, 2010 às 17:31 | Publicado em Fé e Igreja | Deixe um comentário
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Não pode haver ocasião mais oportuna para que os católicos de todo o Brasil se unam em oração pelo Sumo Pontífice Bento XVI. No contexto de tantas críticas e difamações, calúnias e perseguições, está construído o cenário ideal para que a força dos tripulantes da barca de Pedro atue na intercessão pelo Papa. Amanhã (16/04), Sua Santidade comemora seu aniversário natalício e, na segunda-feira (19/04), ele completará 5 anos de pontificado.

O Evangelho desse domingo faz referência ao sucessor de Pedro. “Apascenta minhas ovelhas”, diz o Senhor. Pedro apascenta o rebanho dos cristãos; chegou a hora de agradecermos a coragem e o ânimo com o qual o Papa Bento XVI tem conduzido a Igreja nesse início de milênio. Chegou a hora de rezarmos por aquele que, todos os dias, reza por nós.

Como? Na Missa deste Domingo, ofereceremos nossas preces de forma especial pelo Santo Padre. Vale até mesmo permanecer na Igreja, ou preferencialmente diante do Santíssimo Sacramento, por alguns minutos após a Santa Missa, oferecendo a Nosso Senhor as preces de toda a Cristandade pelo Sumo Pontífice, a fim de que, pelas gloriosas e ternas mãos da Santíssima Virgem Maria, o Senhor nunca lhe permita faltar a assistência do Espírito Santo, e  conceda a fortaleza, a sabedoria e a coragem, para que ele continue sendo o espelho do Bom Pastor que tem sido nestes 5 anos de pontificado, e que ele não sucumba diante das críticas e ataques da mídia secular, dos ateus, dos agnósticos, e de todos os inimigos da Igreja.

Domingo será um dia de união. Unamo-nos com os cristãos católicos de outras partes do mundo, que também estarão intercedendo pelo Santo Padre. Unamo-nos com os santos apóstolos, as virgens, os mártires, os anjos e santos do Céu, e a Bem-Aventurada Virgem Maria, enfim, Igreja militante e triunfante, em sinal de profunda e sincera adesão ao nosso Pastor neste mundo de Exílio.

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Nosso compromisso: oferecer preces e orações(*) pelo Santo Padre Papa Bento XVI
Onde: cada um em sua própria paróquia
Quando: neste Domingo, 18/04/2010, na Santa Missa

* Sugestão: oferecer um terço ou, ao menos, um Pai-Nosso, três Ave-Marias, um Glória e uma Salve Rainha.

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Paz e Bem!

Vem aí: Guia de Preparação para o Matrimônio oficial do Vaticano

quarta-feira, 24 março, 2010 às 9:14 | Publicado em preparação para o matrimônio | 8 Comentários
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Li no site ForYourMarriage.org *:

O Pontifício Conselho para a Família tem planos de publicar um guia de preparação para o matrimônio, e o Santo Padre incentivou esta preciosa decisão quando, no dia 8 de fevereiro, falou ao plenário de três dias do Conselho em Roma. O papa mais uma vez enfatizou a necessidade de haja uma abordagem progressiva à preparação para o matrimônio, preparação que deve acontecer na vida da pessoa desde a mais tenra infância até o dia da celebração do matrimônio.

O Papa Bento XVI também chamou a atenção aos bispos a “dedicar especial atenção a que a vocação dos esposos sejam enriquecedoras para toda a comunidade cristã”. Segundo o Santo Padre o “testemunho missionário e profético” dos casais unidos em matrimônio é particularmente necessário hoje em dia.

O matrimônio é “uma vocação para o amor”, ele disse. Por isso, ele recomendou que os jovens, a começar em casa e na escola, durante a infância, devem ser “educados para compreender a vida como uma vocação para o amor” — uma vocação que possa eventualmente assumir para eles a forma de matrimônio ou a “virgindade por amor do Reino dos Céus”, mas permanecerá sempre “uma vocação para o amor”.

Três dias antes, discursando para os bispos católicos escoceses, o Papa Bento XVI também tocou no assunto, acentuando a natureza positiva do ensino da Igreja sobre o matrimônio como uma vocação enraizada no amor. “A Igreja oferece ao mundo uma visão positiva e inspiradora da vida humana, da beleza do matrimônio e da felicidade da paternidade”, disse. Ele descreveu esta visão como “enraizada no amor infinito, transformador e enobrecedor de Deus por nós”, o qual “abre os nossos olhos para reconhecer e amar sua imagem no nosso semelhante”.

Discursando para o Pontifício Conselho para a Família, o Papa observou que o guia de preparação para o matrimônio que tal Conselho pretende publicar, irá “delinear apropriadamente as características” dos três estágios da preparação para o matrimônio (remota, próxima e imediata) apresentados pelo Papa João Paulo II em sua exortação apostólica sobre a família, “Familiaris Consortio”, de 1981.

A formação para o matrimônio na verdade começa na infância, e continua ao longo da adolescência até entrar na vida adulta, quando o jovem aprende o tempo todo sobre sexualidade, relacionamentos e o significado do amor autêntico, e sobre a vida em Cristo, indicou o Santo Padre.

Na preparação para o matrimônio há papéis a serem desempenhados por padres, vários tipos de especialistas, casais exemplares e outros, disse. Além disso, a preparação oferecida para casais que estejam contemplando o matrimônio como possível vocação deve dar espaço ao “diálogo” com os futuros esposos “individualmente e em grupo”, e deve proporcionar “uma atmosfera de amizade e de oração”.

“Esforçar-se” durante o tempo de preparação para o matrimônio do casal para assegurar-se que eles “renovem sua relação pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo, especialmente pela escuta da palavra de Deus, pela participação nos sacramentos e, acima de tudo, tomando parte na Eucaristia“, alertou o papa.

Finalmente, durante o período da preparação imediata para as bodas do casal, o papa pediu que sejam dados os passos para que “se garanta que a celebração do matrimônio seja percebida” pela comunidade e pelo casal “como um dom para a Igreja inteira, que contribua para o seu crescimento espiritual”.

Particularmente, fiquei felicíssimo em saber deste presente que o Pontifício Conselho para a Família irá dar aos fiéis católicos, de forma especial às nossas Pastorais Familiares, tão carente de conteúdos realmente relevantes em matéria doutrinária para a preparação de casais para este Sacramento tão importante para a Igreja. Que seja bem acolhido, para a maior glória de Deus!

Paz e Bem!

* O site For Your Marriage, sobre o qual eu já falei aqui, é uma iniciativa da Conferência dos Bispos Católicos dos E.U.A. para ajudar os casais em todas as fases do matrimônio: preparação, celebração e vivência.

O matrimônio no olhar dos jovens

segunda-feira, 1 março, 2010 às 11:31 | Publicado em Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família, Mídia e Sociedade | 3 Comentários
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Acabo de ler uma matéria da Zenit dizendo que uma pesquisa recente dos Cavaleiros de Colombo e do Marist Institute for Public Opinion constatou que os jovens católicos americanos nascidos entre 1978 e 2000 são, em sua maioria, crentes. 85% crêem em Deus. Suas prioridades são o matrimônio e a proximidade com Deus; 82% deles acreditam que a importância do matrimônio tem sido subestimada no meio social.  60% consideram práticas como o aborto e a eutanásia moralmente erradas.

Apesar dessas amostragens positivas, também constatou-se também os efeitos da “ditadura do relativismo”, como o Papa Bento XVI costuma se referir à onda de permissividade e relativismo moral que vigora atualmente no mundo, sobre a educação destes jovens. 61% deles acreditam ser justo que o católico pratique mais de uma religião, e 82% consideram as questões morais “relativas”.

Ao evangelizar esses jovens e afastá-los do relativismo (trazendo-os, conseqüentemente, definitivamente para Cristo) é preciso dar destaque ao positivo, a matéria diz, segundo o próprio Papa Bento XVI:

“O cristianismo, o catolicismo, não é uma acumulação de proibições, mas sim uma opção positiva. E é muito importante que esta concepção seja restaurada, uma vez que, nos dias de hoje, está quase completamente desaparecida. Falou-se tanto sobre o que não seria permitido, que agora precisamos dizer: temos uma proposta positiva: o homem e a mulher são feitos um para o outro, existe uma escala – por assim dizer: sexualidade, Eros, Ágape, que são as dimensões do amor. E assim se constitui inicialmente no matrimônio o encontro pleno de felicidade entre um homem e uma mulher, em seguida a família, que garante a continuidade através das gerações, e na qual se realiza a reconciliação entre as gerações. Por isso, primeiramente, é necessário deixar claro aquilo que defendemos.”Bento XVI

Não sei o que descobriríamos se tal pesquisa fosse feita também aqui no Brasil, mas se percebermos que os jovens têm o matrimônio em tão alta conta, e entendem que a instituição do matrimônio têm sido desvalorizada (e até mesmo atacada) pela sociedade, basta apresentar a eles a visão positiva que a Igreja tem a respeito do Sacramento do Matrimônio, e o belíssimo sentido do amor esponsal na doutrina cristã, que esta mensagem será capaz de ecoar nesses jovens corações durante toda a sua caminhada enquanto esposos e pais católicos.

Ler tal reportagem me motivou a colocar aqui um link para um artigo de Tomás Melendo Granados, Diretor do Departamento de Estudos Universitários Sobre a Família, da Universidade de Málaga, na Espanha. O artigo “Vale a pena casar-se?” faz justamente esta abordagem positiva acerca do matrimônio, e creio ser uma boa leitura, principalmente para aqueles que têm a responsabilidade de formar a consciência cristã dos jovens e adolescentes, sejam estes pais ou catequistas.

O artigo está no blog da Maitê, Uma só Carne…:

Paz e Bem!

Papa pede mais facilidades para famílias jovens e numerosas

segunda-feira, 18 janeiro, 2010 às 9:39 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | Deixe um comentário
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Por sorte o Papa estava se dirigindo às autoridades civis de Roma, e não do Brasil. Para as nossas autoridades brasileiras, para quem o aborto é um “direito humano”, o pedido do Santo Padre deve soar absurdamente “desumano”.

Paz e Bem!

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Papa pede mais facilidades para famílias jovens e numerosas
Ao receber as autoridades locais e regionais de Roma

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI pediu hoje às autoridades civis mais apoio concreto para as famílias jovens e as numerosas, ao receber os membros das administrações da Região do Lácio, da Província e da prefeitura de Roma.

Como é tradição, já que o Papa também é bispo de Roma e cabeça da província eclesiástica de Roma (território que coincide com a região do Lácio), Bento XVI recebeu em audiência as autoridades civis, para felicitá-las pelo ano novo.

Neste encontro anual, o Papa costuma aproveitar para tratar sobre problemas sociais de Roma. Desta vez, centrou sua atenção na família e na educação dos jovens, assim como nos doentes e na necessidade de um projeto urbanístico “pensado para a pessoa”.

Particularmente, elogiou a iniciativa levada a cabo por algumas paróquias e bairros novos para ajudar as famílias jovens com crianças pequenas, que frequentemente têm dificuldades para conciliar o trabalho e a vida familiar.

Estas comunidades eclesiais, “conscientes de que a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento humano, realizaram os ‘oratórios dos pequenos’. Estas úteis estruturas permitem que as crianças passem as horas do dia lá, enquanto seus pais trabalham”, explicou.

O Papa desejou que esta experiência e outras similares se estendessem a toda a cidade, para “ajudar os pais jovens em sua tarefa educativa”.

“Desejo também que possam ser adotados outros procedimentos a favor das famílias, em particular das numerosas, para que toda a cidade goze da função insubstituível desta instituição, primária e indispensável célula da sociedade”, acrescentou o Papa.

Também tratou sobre os jovens e sua educação. Hoje os jovens querem “saber quem é o homem e qual é o seu destino, e buscam respostas capazes de indicar-lhes o caminho a ser percorrido para fundar sua existência em valores perenes”.

Referindo-se à educação sexual dos jovens, insistiu em que “é necessário evitar propor aos adolescentes e aos jovens caminhos que favoreçam a banalização destas dimensões fundamentais da existência humana”.

O Papa convidou todos a compreenderem que, “ao pronunciar seu ‘não’, a Igreja na verdade diz ‘sim’ à vida, ao amor vivido na verdade do dom de si ao outro, ao amor que se abre à vida e que não se fecha em uma visão narcisista do casal”.

“Sobre estes temas, como também sobre os da família fundada no matrimônio e sobre o respeito à vida da concepção até seu término natural, a comunidade eclesial não pode deixar de ser fiel à verdade”, acrescentou.

Papa Bento XVI: “A família está sendo assediada por certas forças e vozes na sociedade atual”

segunda-feira, 5 outubro, 2009 às 10:40 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 3 Comentários
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DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL

DOS BISPOS DO BRASIL DOS REGIONAIS NORDESTE 1 E 4

EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»

Sala do Consistório

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Caríssimos Irmãos no Episcopado

Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.

Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.

Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).

Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.

A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.

É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.

Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.

Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.

© Copyright 2009 – Libreria Editrice Vaticana

Mensagem “Urbi et Orbe” – Papa Bento XVI – Páscoa 2009

domingo, 12 abril, 2009 às 18:23 | Publicado em A Voz do Santo Padre | Deixe um comentário
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Com legendas em português:

Mulher: reconhecida, apreciada e valorizada pela Igreja

domingo, 16 novembro, 2008 às 19:34 | Publicado em Fé e Igreja, Feminilidade / Anti-Feminismo, Matrimônio e Família | 2 Comentários
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Mulher

Hoje o Santo Padre falou a cardeais, bispos, sacerdotes e responsáveis por associações e movimentos leigos, e lembrou que entre as questões mais relevantes das que estão aos cuidados do Pontifício Conselho para os Leigos, está a questão da mulher:

 

«Jamais será dito o suficiente para expressar o quanto a Igreja aprecia, reconheçe e valoriza a participação das mulheres em sua missão de serviço na difusão do Evangelho. Iguais em dignidade, homem e mulher são chamados a enriquecer-se mutuamente em comunhão e colaboração, não apenas no matrimônio e na família, mas também na sociedade, em todas as suas dimensões.

(… ) 

Às mulheres cristãs, requer-se consciência e coragem para enfrentar tarefas exigentes, para as quais, todavia, contam com o apoio de uma destacada propensão à santidade, de uma perspicácia no discernimento das correntes culturais de nossos tempos, e da paixão especial em lidar com o humano, que a caracteriza

– Papa Bento XVI

Há 20 anos atrás, o Papa João Paulo II já havia exaltado o papel das mulheres na Igreja e na sociedade, com a exortação apostólica Mulieris Dignitatem.

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Aos maridos católicos (ou não): Deus criou Adão, o primeiro homem, e vendo que este se sentia só, criou os animais. Mas estes não podiam amar e serem amados livre e verdadeiramente. A mulher, esta criatura tão especial, foi criada pelas mãos de Deus para acabar com esta solidão original do homem (cf. Gn 2,20). Assim, Deus orientou ambos para a entrega total em amor, um pelo outro, a partir de então e pelos séculos futuros. De que forma você, marido, tem manifestado sua gratidão por ter ao seu lado um ser tão especial?

Paz e Bem!

Papa Bento XVI reafirma a Humanae Vitae

sexta-feira, 3 outubro, 2008 às 9:43 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | 1 Comentário
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Fonte: Rádio Vaticano

Comento depois.

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03/10/2008 13.57.31

Só os olhos do coração compreendem as exigências de um grande amor que sabe dar sem reservas: Bento XVI, a propósito dos 40 anos da “Humanae vitae”

Na geração dos filhos, o amor conjugal “não só se assemelha ao amor de Deus, mas participa mesmo nesse Amor”. Um grande amor que sabe dar sem reservas e cujas exigências só os olhos do coração são capazes de compreender. Afirmações de Bento XVI numa mensagem dirigida ao Congresso promovido pelo Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família e pela Universidade Católica Italiana (do Sagrado Coração). Na mensagem, enviada ao Presidente daquele Instituto Pontifício, Mons. Lívio Melina, o Papa sublinha que a Encíclica de Paulo VI nos convida a compreender “o grande sim que implica o amor conjugal”.

“Qualquer forma de amor tende a difundir a plenitude de que vive, mas o amor conjugal tem um modo próprio de se comunicar: gerar os filhos” – escreve Bento XVI. “Excluir esta dimensão comunicativa mediante uma acção que vise impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor esponsal com que se comunica o dom divino”.

A quarenta anos da publicação da “Humanae vitae” – sublinha o Papa – estamos em condições de compreender que “os filhos não são o objectivo de um projecto humano, mas são reconhecidos como um verdadeiro dom, a acolher numa atitude de generosa responsabilidade para com Deus, primeiro manancial da vida humana”. Este “grande sim à beleza do amor – lê-se na mensagem – comporta certamente a gratidão, tanto dos pais aos receber o dom de um filho, como também do próprio filho, ao saber que a origem da sua vida está ligada a um amor tão grande e acolhedor”.

O Papa constata que também hoje muitos fiéis têm dificuldade em compreender a mensagem da Igreja que “defende a beleza do amor conjugal na sua manifestação natural”. A solução técnica aparece muitas vezes como a mais fácil, mas na realidade esconde a questão de fundo, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um auto-domínio responsável, para que o seu exercício se possa tornar expressão de amor pessoal. 

A técnica – adverte o Santo Padre – “não pode substituir a maturação da liberdade, quando está em jogo o amor”. Por outro lado, “também a razão não basta, é preciso que seja o coração a ver”. “Só os olhos do coração conseguem advertir as exigências próprias de um grande amor, capaz de abranger a totalidade do ser humano”.

Por outro lado, Bento XVI reconhece que no caminho do casal podem verificar-se circunstâncias graves que tornem “prudente” distanciar os nascimentos dos filhos ou mesmo renunciar a novas gestações. É aqui que – explica o Papa – “se torna importante para a vida dos cônjuges o conhecimento dos ritmos naturais de fertilidade da mulher”. Estes métodos consentem ao casal “administrar o que o Criador sapientemente inscreveu na natureza humana, sem perturbar o significado integral da doação sexual”. Obviamente, afirma o Pontífice, estes métodos que respeitam a verdade plena do amor dos cônjuges requerem “uma maturidade no amor que não é imediata, mas comporta um diálogo e uma escuta recíproca e um singular domínio do impulso sexual num caminho de crescimento na virtude”. 

A concluir a sua mensagem, nos quarenta anos da “Humanae Vitae”, Bento XVI menciona com apreço a actividade de centros como o Instituto Internacional Paulo VI, querido por João Paulo II que fazem “Progredir o conhecimento das metodologias tanto para a regulação natural da fertilidade humana como também para a superação natural de uma eventual infertilidade”. 

Como que em eco à “Donum vitae”, do Papa Wojtyla, a mensagem do atual pontífice sublinha que muitos investigadores, “salvaguardando plenamente a dignidade da procriação humana” chegaram a “resultados que antes parecia impossível alcançar”. Bento XVI faz votos de que, na sua pastoral matrimonial e familiar, a Igreja saiba orientar os casais, levando-os a “compreender com o coração o maravilhoso projecto que Deus inscreveu no corpo humano”. Finalmente, a exortação – aos cônjuges católicos – a serem “testemunhas credíveis da beleza do amor”. 

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É muito bom ver o Papa defendendo as verdades de sempre da Doutrina Católica. O mundo moderno está sedento de um líder que aponte caminhos seguros para a felicidade e para o amor. Povos todos, eis o líder que o próprio Cristo instituiu: o sucessor de Pedro! Basta ouvir o Papa!

A beleza do amor conjugal está em refletir o Amor Divino em todas as suas dimensões: livre, total, fiel e fecundo! A união conjugal onde os esposos voluntariamente se tornam infecundos é uma união enganadora, pois não expressa amor. Amor é entrega total, ainda que exija sacrifícios!

Como o Papa João Paulo II ensinou, e o atual Santo Padre bem lembrou, nos nossos corpos está inscrito um projeto maravilhoso de Deus, uma linguagem profética, porque comunica o amor de Deus. E nenhum lugar favorece melhor essa comunicação do que no matrimônio cristão, onde acontece aquela comunhão de pessoas, a união numa só carne, na qual o casal co-participa da criação junto com o Criador, dando origem a uma nova vida, dom de Deus!

Casais cristãos, sejamos “testemunhas credíveis da beleza do amor”, conforme nos pede o Vigário de Cristo!

VIVA O PAPA! VIVA A HUMANAE VITAE!

Paz e Bem!

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