Santa Mônica, modelo de esposa, modelo de mãe
quarta-feira, 27 agosto, 2008 às 10:01 | Publicado em Matrimônio e Família, Santos | 8 ComentáriosTags: conversão, Família, fé, hagiografia, Matrimônio e Família, oração, Santa Mônica, Santo Agostinho
Hoje, 27 de agosto, a Igreja celebra a memória de Mônica, santa esposa, santa mãe e santa viúva. Enfim, santa mulher!
Nasceu no ano de 332. Seus piedosos pais confiaram sua educação a uma senhora de grandes virtudes, íntima amiga da família. Esta senhora desde cedo ensinou-a a prática da piedade cristã e das mortificações.
Tal educação fez com que Santa Mônica também se tornasse uma mulher de grandes virtudes. Após receber o santo Batismo, cuja graça conservou por toda a vida pela pureza da fé e santidade de vida, tornou-se praticante de obras de caridade para com os pobres, evitava divertimentos profanos, fugia das ocasiões de perigo e desprezava as exigências e extravagâncias da moda.
Voltando para a casa dos pais, estes lhe arranjaram um rapaz de Tagaste, na Áfriga, para ser seu esposo, conforme o costume da época e do lugar. O marido, chamado Patrício, era homem rude e violento, o que era fonte de muito sofrimento e provações para Santa Mônica. Mas esta sofria tudo com muita paciência, mansidão e docilidade. Santa Mônica não respondia a Patrício, a não ser pela caridade e pela oração. Muitas eram as más línguas que procuravam semear a discórdia no lar da santa mulher, aconselhando-a a abandonar o marido violento, mas Santa Mônica defendia o marido, e jamais tolerava que o difamassem em sua presença. Tanta dedicação e fidelidade foram levadas em consideração pelo Senhor, que lhe concedeu a graça de ver o marido convertido.
Santa Mônica teve com Patrício três filhos, sendo dois homens – Agostinho e Navígio – e uma mulher – Perpétua, que se tornou religiosa.
Agostinho, o filho mais velho, foi também fonte de grandes amarguras para a mãe. Apesar de nunca lhe faltarem os bons conselhos da mãe, que o educou no catolicismo, o filho era desobediente e se mostrava muito inconstante e volúvel. Por esses motivos, Santa Mônica achou por bem não o apresentá-lo para ser batizado, temendo que se o fizesse, ele poderia vir a perder a graça do Batismo. O temor da mãe se mostrou fundado com o passar dos anos. Desde jovem, Agostinho se inclinou para o mal, e mais tarde entrou para a seita dos Maniqueus.
Agostinho perdeu o pai com dezessete anos, e desde então saiu de casa para estudar em Cartago. Santa Mônica ficava tão desolada com as notícias que recebia do filho que chegou a proibi-lo de entrar em sua casa. Mas Deus consolava o coração da pobre mãe, revelando-lhe, através de visões misteriosas, a futura conversão do filho. Tal consolo fez com que a mãe novamente aceitasse o filho em casa.
Certa vez procurou um bispo para recomendar-lhe seu filho, ao que o bispo respondeu a Santa Mônica: “O coração de teu filho não está ainda preparado, mas Deus determinará o momento. Vai e continua a rezar: é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
Tantas foram as orações, súplicas e penitências de Santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho que esta aconteceu. Em 387 Agostinho recebeu, com seu filho Adeodato, o santo Batismo. Depois disso Santa Mônica afirmou: “Vendo-te hoje cristão Católico, nada mais me resta fazer neste mundo”. Contraiu doença grave, e morreu com 56 anos.
O filho Agostinho, convertido com a graça das orações maternas, tornou-se, mais tarde, venerável bispo, homem de grande virtude e grande sabedoria, alcançou também a santidade, e é Doutor da Igreja.
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Reflexão
Que exemplo, não? Esta mulher teve mau marido, mau filho, e pessoas más aconselhando-a a abandonar a família. Quantas vezes isso não acontece hoje? Quantas pessoas não caem na tentação de abandonar suas famílias, tentadas a se verem livres do sofrimento ao invés de sacrificar-se pela família?
Quantas almas deixam de ser salvas – como foram salvas a de Patrício e Agostinho – porque somos covardes demais para assumir nossa condição de verdadeiros cristãos. Sim, porque o que Mônica fez foi simplesmente levar a sério a promessa que fez no altar, de ser fiel e amar o esposo na alegria e na tristeza, e educar os filhos nas virtudes cristãs. Santa Mônica foi corajosa e perseverante.
A vocação da família é a santificação de seus membros. Santa Mônica enfretou tudo com zelo cristão, e é virtuoso exemplo de como uma mulher pode ser o sustento de uma casa, de uma família.
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Oração
Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se.
Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que abram-se os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno.
Em um tempo em que se questiona por quê se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.
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Paz e Bem!
Pais de Santa Terezinha serão beatificados
terça-feira, 26 agosto, 2008 às 7:05 | Publicado em Fé e Igreja, Matrimônio e Família | Deixe um comentárioTags: beatificação, Louis e Zélie Martin, Matrimônio e Família, Santa Terezinha
Os pais de Santa Terezinha do Menino Jesus (ou Santa Tereza de Lisieux), Louis e Zélie Martin, serão beatificados no dia 19 de outubro deste ano, na ocasião do Domingo Mundial das Missões, segundo anúncio oficial feito pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, no dia 12 de julho.
Os pais de Santa Tereza se casaram na Igreja de Nossa Senhora de Alençon (França) há exatos 150 anos.
Os corpos de Louis (1823-1894) e Zélie (1831-1877) Martin, proclamados veneráveis pelo Papa João Paulo II em 1994, foram exumados de sua cripta, na basílica de Lisieux, no dia 26 de maio, para serem trasladados para a basílica de Verona (Itália), onde um relicário foi preparado para abrigar os restos mortais do bem-aventurado casal. A cerimônia, privada, contou com a presença de Pietro, de 6 anos, garoto que nasceu em Monza (Itália) desenganado pelos médicos, devido a uma má-formação dos pulmões, e que foi curado pela intercessão do casal. Os pais de Pietro já haviam perdido quatro filhos em tenra idade, e receberam do carmelita Pe. Antonio Sangalli, a sugestão de fazer uma novena aos pais de Santa Terezinha, pedindo a força necessária para superar este sofrimento. Porém, a mãe de Pietro declarou que, na verdade, faria a novena para pedir a cura de seu filho. Assim fez, e assim obteve, pela intercessão de Louis e Zélie Martin, a graça da cura de seu filho.
Alguns detalhes interessantes:
1. Louis e Zélie serão o segundo matrimônio beatificado. O primeiro da história foi o dos esposos Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, beatificados por João Paulo II em 21 de outubro de 2001, também durante a Jornada Mundial das Missões;
2. Santa Terezinha do Menino Jesus é co-padroeira mundial das missões, e doutora da Igreja, proclamada por João Paulo II em 19 de outubro de 1997, mesma data em que serão beatificados seus pais;
3. Os pais de Santa Terezinha terão a honra de serem beatificados numa celebração que acontecerá na basílica dedicada à sua filha, em Lisieux.
As informações são de Zenit.
Paz e Bem!
Reflexões sobre o matrimônio – I
terça-feira, 19 agosto, 2008 às 10:22 | Publicado em Matrimônio e Família, Reflexões sobre o Matrimônio | 6 ComentáriosTags: discussão, Matrimônio e Família, reflexão, Relacionamento

Hoje quero começar aqui no Palavras Apenas, uma série de reflexões sobre o matrimônio, inspirada no site For Your Marriage, da Congregação dos Bispos Norte-Americanos, sobre o qual falei aqui dias atrás.
Nestas reflexões, que também servirão para quem ainda não é casado, mas ainda está na fase do namoro ou noivado, gostaria de levar os membros a pensar sobre o que vale e o que não vale a pena fazer pela relação.
Casamento é sacrifício. Diversas vezes já me deparei com a analogia de que o cônjuge é uma cruz que, carinhosamente, Deus permite que carreguemos em nossas vidas. De fato, não é preciso ir muito longe pra saber que o casamento é uma roseira cheia de espinhos (às vezes mais espinhos que rosas). Pergunte pra qualquer casal com alguns anos de vida matrimonial.
Tais espinhos estão longe de fazer com que o casamento deixe de ser belo. Pelo contrário, é exatamente no superar as dores e os sofrimentos pelo amor que reside a beleza! Mas para que a dor dos espinhos não vença o júbilo da beleza, é preciso certo zelo. É preciso que se importe com a relação, e que cada um dos cônjuges tome atitudes positivas em prol da relação ou em prol do outro.
«Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.»
Antoine de Saint-Exupéry, em Le Petit Prince
Esta frase de Exupéry não consegue ser mais verdadeira em outro lugar além do matrimônio. Nenhum casamento jamais terminaria em divórcio se cada um dos cônjuges assumissem sua responsabilidade para que a relação dê certo.
Para isso, é necessário que se faça sacrifícios pessoais em prol da relação e/ou da(o) esposa(o). É justamente sobre isso, esta primeira reflexão.
«Ou você ganha, ou ganha a relação.»
Terry Hargrave
É impossível que a relação seja beneficiada quando qualquer um dos esposos busca sempre o seu próprio bem. É necessário repensar o quão importante é estar certo em seus argumentos na próxima vez que houver uma discussão com sua(eu) esposa(o). De qualquer discussão, é necessário que os dois saiam ganhando. Se não houver uma solução em que os dois ganham, que importa que você esteja certo? Que importa que você tenha ganhado uma discussão?
Reflita!
Paz e Bem!
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Leia também:
Você já disse…?
segunda-feira, 11 agosto, 2008 às 16:38 | Publicado em Matrimônio e Família | Deixe um comentárioTags: amor, Família, Matrimônio e Família

Você já disse “eu te amo” pra(o) tua(eu) esposa(marido) hoje?
Tem que ser olhando nos olhos, senão não vale. :)
Paz e Bem!
Pelo Seu Casamento
quarta-feira, 6 agosto, 2008 às 7:14 | Publicado em Matrimônio e Família | 4 ComentáriosTags: amor, CNBB, Conferência dos Bispos dos EUA, Família, Matrimônio e Família, vida

Navegando despropositadamente pelo site da USCCB – United States Conference of Catholic Bishops (Conferência dos Biscos Católicos dos Estados Unidos), acabei encontrando um site, mantido pela prória Conferência Episcopal, que visa incentivar, apoiar e promover o matrimônio como instituição e como laço de amor.
Trata-se do site “For Your Marriage” (www.foryourmarriage.org), que traduzindo quer dizer: “Pelo Seu Matrimônio”. O site é riquíssimo em conteúdo, e já na página inicial traz a seguinte frase: “Resources for living happily ever after” (algo como ‘apoio para viverem felizes para sempre’).
O site é dividido em quatro grandes seções:
- For Every Couple (Para Todos os Casais), com dicas sobre vários aspectos (saúde, relacionamento, filhos, sexualidade…) para casais em todas as condições, desde namorados ou noivos até casais unidos em matrimônio, para tornar a vida a dois mais fácil, e preenchê-la de sentido e de alegria;
- Preparing for Your Marriage (Preparação para o Seu Matrimônio), com rico conteúdo para formação de casais de namorados e noivos com vistas ao Matrimônio;
- Caring for Your Marriage (Cuidando do Seu Matrimônio), esta é a seção do site de que mais gostei, pois aborda questões relativas à vida a dois após o casamento, e dá dicas para o homem, para a mulher e para o casal de atitudes pró-ativas para tornar a vida matrimonial mais saudável e feliz em todos os aspectos. A frase de abertura é interessante: “Os matrimônios bem-sucedidos não trabalham em piloto automático – ao menos não por muito tempo.”;
- About Catholic Marriage (Sobre o Matrimônio Católico), com a catequese e a doutrina da Igreja Católica sobre o Sacramento do Matrimônio, documentos da Igreja, informações sobre a cerimônia, etc.
O que o site tem de tão original, pra merecer destaque no Palavras Apenas?
Como eu disse, além de ser rico em conteúdo, com artigos escritos por bispos e especialistas como terapeutas e psicólogos, o site também tem um design muito convidativo, que facilita a navegação.
Além disso, o site ainda conta com diversos recursos de multimídia, incluindo vídeos com depoimentos de casais.
O site também aborda temas polêmicos de forma bem natural e segura (do ponto de vista doutrinal), e torna-se, por isso, fonte confiável e adequada para buscar essas informações. Refiro-me a questões complexas como, por exemplo, sexualidade, segunda união, e casamento inter-religioso (os chamados casamentos de religião “mista”, quando apenas um dos cônjuges é católico). O site contém artigos dando valiosas dicas para superar os possíveis traumas causados por situações como essas, ou para que o casal aprenda a conviver com suas diverenças.
Não é só isso. A originalidade do site também fica por conta da promoção da instituição matrimonial abordando ao mesmo tempo questões doutrinais e questões cotidianas da vida do casal. Tudo isso, tendo como foco principal os casais já unidos em matrimônio. Isso é difícil, e quem trabalha ou conhece alguém que trabalhe na Pastoral Familiar deve saber disso.
Como se não bastasse, o site parece ser apenas parte de um projeto muito maior, pois conta com material de divulgação, logotipo, pulseiras promocionais em forma de aliança (muito criativas, ver figura ao lado), e cartazes com a pergunta: “O que você já fez pelo seu matrimônio hoje?”; além de inserções publicitárias na TV para divulgação!
E finalmente, o que mais chama atenção no site é o fato de que ele faz parte de uma Iniciativa Pastoral da Conferência dos Bispos norte-americanos, na forma de um projeto plurianual destinado a comunicar o sentido e o valor da vida matrimonial para a Igreja e para a Sociedade.
No Brasil, a Conferência dos Bispos e sua Pastoral Familiar não possui nada semelhante. A CNBB poderia se inspirar nesse trabalho e incluir entre as suas preocupações — defesa do rio São Francisco, demarcação do território indígena em Roraima, e outras politicagens — algo de sumo interesse para o bem-estar das famílias católicas.
Paz e Bem!
Fidelidade
terça-feira, 1 julho, 2008 às 9:57 | Publicado em Matrimônio e Família | 3 ComentáriosTags: amor, fidelidade, Matrimônio e Família
SONETO DE FIDELIDADE
por Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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O amor não é um sentimento. O amor é uma decisão livre da consciência individual.
Eu escolhi amar, um amor livre, total, fiel, e fecundo, à imagem e semelhança do Amor que primeiro amou: o Pai por suas criaturas.
Parabéns, Vanessa, pelo nosso 3° ano de Vida Matrimonial. Nem preciso dizer que minha vida só tem sentido se for ao teu lado. Que o Senhor Todo-Poderoso continue nos abençoando a cada dia, para que seja infinito enquanto dure, e que dure para a Eternidade.
EU TE AMO minha pequena! :)
AIDS, homossexualismo, grupos de risco e O.M.S.
quarta-feira, 11 junho, 2008 às 12:37 | Publicado em Moral e Sexualidade, Política | 11 ComentáriosTags: aids, castidade, fidelidade, homossexualismo, Matrimônio e Família, OMS, Sexualidade
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AIDS: OMS finalmente admite o que as ONGs e o lobby gay esconderam por 25 anos
A notícia está no jornal britânico The Independent. A Organização Mundial de Saúde confirma o que todos já sabíamos mais ou menos intuitivamente ou observando o que se passa ao redor: INEXISTE A AMEAÇA DE UMA EPIDEMIA DE AIDS ENTRE HETEROSSEXUAIS. A exceção é a África Subsaariana, onde ela já está presente. A informação é do chefe do departamento para HIV/aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), Kevin de Cock – e nada de fazer trocadilho com o nome do homem… Ele também confirmou outra coisa que já sabíamos: fora da África, a doença é um problema grave entre homossexuais masculinos, usuários de droga e os chamados “trabalhadores do sexo” e seus clientes.
O que se noticiou, vejam lá, é que a ameaça da epidemia entre heterossexuais “desapareceu”. Bem, não pode ter desaparecido o que nunca existiu. Até porque a lógica indica o óbvio: como a informação era falsa, as políticas de combate à contaminação mundo afora foram pautadas pela mentira. Logo, o “desaparecimento” nem pode ser atribuído à eficiência do combate.
A questão é saber por que isso aconteceu. É simples. A pauta da OMS e de todos os organismos encarregados de combater a doença serviu ao lobby politicamente correto dos gays e de suas ONGs. Em alguns países, como é o caso do Brasil, grupos militantes respondem pelas políticas antiaids, a começar das campanhas publicitárias. Quem não se lembra? Passou a ser proibido falar em “grupos de risco”. Agora a OMS admite: eles existem.
Ora, África subsaariana, com grande contaminação de heterosseuxuais, e os grupos de risco fora daquela região indicam o óbvio: a aids contraída pela via sexual, a maioria dos casos, é uma doença do comportamento promíscuo, sim. Mas afirmá-lo era considerado “preconceito”, “discriminação”. Eu sei o quanto apanhei aqui e já no Primeira Leitura quando criticava as campanhas públicas de combate à doença, centradas exclusivamente no uso da camisinha. Mais: incentivam justamente a promiscuidade e o sexo irresponsável. Vocês encontram muitos posts no blog a respeito desse assunto.
Ah, mas qualquer abordagem que fugisse da pregação supostamente libertária era considerada coisa de carola, de reacionário católico. Por incrível que pareça, nem mesmo se dizia que o sexo entre duas pessoas saudáveis pode produzir neném, mas não doença… Numa das propagandas, um sujeito acordava assustado com alguém dormindo a seu lado, na cama. Ele nem lembrava como aquele “corpo” tinha ido parar lá. Só se tranqüiliza quando vê o invólucro da camisinha rompido. Acho que não preciso analisar a mensagem, né? Numa outra, um garoto tenta dar um pega na namorada no meio-fio mesmo. Ela pergunta: “Tem camisinha?” Sei, com o preservativo, vai na calçada mesmo…
Uganda é um caso raro de sucesso de combate à doença na África. E a campanha pública incentiva, olhem que esquisito!, castidade para os solteiros e fidelidade para os casados. Fala-se em camisinha, sim. Mas o centro da pregação é a responsabilidade individual. O número de contaminados caiu espantosamente. Nos países vizinhos, é um flagelo. Estou fazendo um uso moralista do assunto? Eu não. Só estou deixando clara a conclusão a que chegou a OMS, embora ela evite chamar as coisas pelo nome: a aids é uma doença típica da promiscuidade sexual – e, por razões que não vêm ao caso agora, boa parte dos gays masculinos opta pelo comportamento de risco.
Mesmo a matéria do Independent contribui para alguma confusão. Informa que a OMS é alvo de ataques por ter superestimado o risco da epidemia de aids, o que teria prejudicado o combate a outras doenças. E também diz que programas de abstinência sexual tiveram prioridade, em vez do uso da camisinha. Besteira! Onde é que a abstinência foi incentivada? Que eu saiba, só em Uganda. Mas os resultados são positivos, não negativos.
Volto à minha tese de sempre. Controlada a contaminação por transfusão de sangue, a aids é uma doença do comportamento, que vinha sendo tratada como um fatalismo da vida moderna. Não é. A Organização Mundial de Saúde demorou 25 anos para admitir isso. E só o fez porque, no mundo inteiro – exceção feita à África -, o número de heterossexuais infectados é muito baixo. Já o de contaminados entre os grupos de risco segue estável – e alto. O que eles têm em comum? Não gostam de limites – e, com freqüência, quem não aceita limites rejeita até a camisinha.
Fazer sexo, qualquer tipo de sexo, é uma escolha. Já escrevi umas 300 vezes: camisinha não é uma categoria moral. Mas, é claro, ninguém dirá que, nesse caso, João Paulo 2º e Bento 16 sempre estiveram certos, e os “cientistas” que cederam ao lobby, errados. Então eu digo. *
*Justiça se faça: muitos médicos sempre trataram como bobagem o risco da epidemia entre heterossexuais. Conheço alguns. Por que nunca se manifestaram? Porque nem todo mundo tem paciência para comprar briga. Isso é pro Diogo, pra mim, pro Olavo. Vocês sabem como muita gente no Brasil, a começar dos jornalistas, querem apenas ser boas pessoas, ainda que isso custe alguns desastres.
Papa: A Família Pede Socorro
segunda-feira, 19 maio, 2008 às 10:12 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | Deixe um comentárioTags: Família, Matrimônio e Família, Política, Sociedade
Política não pode ignorar o grito de socorro da família, alerta o Papa
No Fórum das Associações Familiares e da FAFCE
Por Marta Lago
ROMA, sexta-feira, 16 de maio de 2008 (ZENIT.org). – A ação política, se está voltada para o futuro, não pode deixar de lado a família, e esta clama pedindo ajuda, adverte Bento XVI. Sensibilizar os governantes e a opinião pública sobre o papel central e insubstituível da família na sociedade: é o objetivo do Fórum das Associações Familiares e da Federação Européia das Associações Familiares Católicas (FAFCE)
O Papa recebeu nesta sexta-feira a aproximadamente 200 representantes do Fórum, alentando-os no tema do Congresso que realizam: «A aliança pela família na Europa: o associacionismo protagonista».
«Como justamente podem observar – disse-lhes em seu discurso -, uma ação política que deseje olhar para o futuro, não pode deixar de situar a família no centro da sua atenção e de sua programação».
As condições sociais atuais não facilitam a fidelidade conjugal, ter filhos e muitas famílias elevam «um pedido de ajuda que interpela os responsáveis das administrações públicas, das comunidades eclesiais e das distintas agências educativas», adverte o Papa.
Surge então a urgência cada vez mais «de unir forças para sustentar, com toda medida possível, as famílias, a partir de um ponto de vista social e econômico, jurídico e espiritual», sublinha.
A família é «célula de comunhão como fundamento da sociedade»; é constituída pela «união de vida e de amor, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher» – recorda Bento XVI -, «um bem insubstituível para toda a sociedade, que não pode ser confundido nem equiparado a outros tipos de união».
Longe de proceder de uma confissão de fé, «a vida, a família e a educação» são «valores inscritos na própria natureza humana» «e, portanto, comuns a toda a humanidade»; o Papa exorta a defendê-los pelo justo respeito «aos direitos do homem».
O «Fórum» – como seu presidente, Giovanni Giacobbe, teve oportunidade de expor ao Santo Padre – realizou objetivos como a mobilização das famílias italianas que conduziu ao «Family Day», um evento que foi acompanhado pela campanha de recolhida de assinaturas por impostos proporcionais à família que se pede ao Parlamento e ao Governo do país. O magistério da Igreja católica orienta a atividade do Fórum e da FAFCE.
O Papa e o Matrimônio
sexta-feira, 2 maio, 2008 às 22:27 | Publicado em A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 1 ComentárioTags: catolicismo, Família, Matrimônio e Família, Papa Bento XVI
Fazia algum tempo que eu já havia observado que o matrimônio era assunto recorrente nas audiências e mensagens do Papa Bento XVI. Na última semana, esta notícia publicada no Texarkana Gazette após a visita do Santo Padre aos E.U.A. veio confirmar minha constatação. Fiz questão de traduzi-la:
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Papa Bento XVI sobre o matrimônio: A chave para a ‘Paz Mundial’?
Por: Associated Press – Texarkana Gazette
Publicada em 27 de abril de 2008
MANASSAS, Va. – Uma nova análise entitulada “Papa Bento XVI Sobre o Matrimônio: Um Compêndio” e publicado pelo Instuto Pelo Matrimônio e Políticas Públicas às vésperas da histórica visita de Bento aos E.U.A., mostra que nos três primeiros anos de seu pontificado, o Papa Bento XVI falou publicamente sobre o matrimônio em 111 ocasiões, associando o matrimônio a temas abrangentes tais como direitos humanos, paz mundial e a relação entre fé e razão.
“Várias vezes ele deixou claro que a discussão envolvendo o matrimônio e a família é central – e não periférico – para a compreensão da pessoa humana, e a defesa de nossa dignidade humana”, diz Maggie Gallagher, presidente do Instituto Pelo Matrimônio e Políticas Públicas.
Por exemplo, ao receber as credenciais do novo Embaixador Norte-americano para o Vaticano, a Mestre em Direito em Harvard, Profa. Mary Ann Glendon, o Papa Bento XVI expressou sua apreciação pelo reconhecimento americano da importância de um diálogo da fé e das fés em praça pública e atribuiu a isto o respeito não somente pela liberdade religiosa, mas pelo matrimônio enquanto união entre marido e mulher:
“Eu não poderia deixar de registrar com gratidão a importância que os Estados Unidos atribuiu ao diálogo inter-religioso e inter-cultural como uma força positiva em prol da paz… A histórica apreciação do povo americano pela função da religião em promover o discurso público e em lançar luzes sobre a inerente dimensão moral das questões sociais – uma função há tempos contestada em nome de uma compreensão limitada da vida política e do discurso público – é refletida nos esforços de tantos de seus cidadãos e líderes do governo para assegurar proteção legal para o dom de Deus que é a vida desde a concepção até a morte natural, e a salvaguarda da instituição do matrimônio, conhecida como uma união estável entre um homem e uma mulher, a família.”
O Papa Bento dedicou quase metade de sua mensagem para o Dia Mundial da Paz (1° de Janeiro) à importância do matrimônio para o desenvolvimento de uma cultura de paz:
“Conseqüentemente, qualquer um que, mesmo inconscientemente, se desfaz da importância da instituição da família, compromete a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, uma vez que assim enfraquece aquela que é, de fato, a agência primária da paz. Este ponto merece especial reflexão: qualquer coisa que se destine a enfraquecer a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; qualquer coisa que, direta ou indiretamente, se coloca no caminho da abertura à aceitação responsável de uma nova vida; qualquer coisa que obstrua seu direito de ser a primeira responsável pela educação de seus filhos; constituem um verdadeiro obstáculo no caminho para a paz.”
O matrimônio é essencial à paz mundial? Isso pode soar estranho aos ouvidos americanos. Se é assim, Bento XVI deixou claro que a questão não é desproposital. Em 21 de setembro de 2007, em um discurso aos participantes de uma conferência do Comitê Executivo dos Democratas Centristas Internacional, o Papa prefigurou o mesmo tema:
“Há aqueles que defendem que a razão humana seja incapaz de compreender a verdade, e portanto, de perseguir o bem que corresponde à dignidade pessoal. Há alguns que acreditam que seja legítimo destruir a vida humana em seu estágio inicial ou final. Igualmente preocupante é a crescente crise da família, que é o núcleo fundamental da sociedade, baseada no laço indissolúvel do matrimônio entre um homem e uma mulher. A experiência tem mostrado que, quando a verdade sobre o homem é subvertida ou o fundamento da família é minado, a própria paz fica ameaçada e a função da lei comprometida, levando inevitavelmente a várias formas de injustiça e violência.”
“O curto pontificado de Bento XVI já é uma constante censura àquelas vozes do nosso tempo que procuram nos envergonhar e nos embaraçar por cuidar do matrimônio e das questões sexuais, àqueles que tentam nos fazer encarar o debate moderno sobre o matrimônio como uma mera distração das questões mais importantes”, observa Gallagher. “O Papa Bento claramente associa a vida e o matrimônio, a pessoa humana e a família humana, com as questões internacionais mais fundamentais sobre a paz e os direitos humanos dos nossos tempos”.
Tradução livre: Fabrício L. Ribeiro
Artigo original em: http://www.texarkanagazette.com/news/WireHeadlines/2008/04/27/pope-benedict-on-marriage-key-to-world-p-5.php
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Paz e Bem!
La famiglia nel mondo…
quinta-feira, 24 abril, 2008 às 11:02 | Publicado em Matrimônio e Família | Deixe um comentárioTags: aborto, catolicismo, Família, Matrimônio e Família, mundo
Coletei algumas informações sobre a situação da família ao redor do mundo, que compartilho aqui:
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EUROPA – A Agência “Fides”, da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos, publicou o dossiê “A crise da família na Europa”. O dossiê revela dados alarmantes sobre a situação da família no velho continente, em sua abordagens dos seguintes temas: A população européia; O envelhecimento; A natalidade; O aborto; A idade da maternidade; Os custos sociais; A pobreza das famílias; A pobreza das crianças; A destruição da instituição matrimonial; A adoção de menores para os solteiros; A família cristã.
Destaco alguns dados:
- o crescimento populacional europeu anda tão lento, que calcula-se que a partir de 2025 a Europa começará uma lenta despovoação;
- na Europa há mais idosos que crianças, e nascem cada vez menos crianças por lá;
- na Europa, onde a cada dia se fecham três escolas por falta de crianças, acontece *um aborto a cada 25 segundos*!;
- o aborto é a primeira causa de mortalidade na Europa;
- os países onde o número de abortos mais aumentou nos últimos dez anos são a Espanha (75%), a Bélgica (50%) e a Holanda (45%);
- as mulheres européias têm sido mães cada vez mais tarde;
- a violência doméstica tem sido causa de morte com mais freqüência que o câncer para mulheres entre 16 e 44 anos;
- em 25 anos (1980-2005), o número de matrimônios na Europa *diminuiu 22,3%*, e houve uma queda na taxa nupcial de 6,75 em 1980 para 4,88 em 2005;
- de cada dois matrimônios que se celebram na Europa, um acaba em separação.
Para ter acesso ao dossiê (em espanhol), clique no link abaixo:
http://www.fides.org/spa/documents/dossier_crisis_familia_290308.doc
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ESTADOS UNIDOS – Em fevereiro, os bispos americanos publicaram uma pesquisa do Centro de Pesquisa Aplicada sobre Apostolado. A pesquisa indica alguns números interessantes sobre a situação da família norte-americana:
- sete em cada 10 católicos se descrevem ao menos como “familiarizados” com o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio, e cerca de um terço deles se diz estar “muito familiarizado”;
- 70% dos casais católicos atuais nos EUA se casaram na Igreja ou receberam ao menos uma bênção;
- 55% dizem que seu conceito de matrimônio foi ao menos “um pouco” influenciado pelo ensinamento da Igreja;
- o atual estado civil dos católicos está freqüentemente relacionado com o estado civil de seus pais. É mais provável que os católicos casados tenham pais que estão ou estiveram casados antes de morrer do que os casais católicos separados ou divorciados;
- 23% dos adultos católicos passaram por um divórcio.
Saiba mais dados da pesquisa, com comentários do arcebispo Joseph Kurtz, presidente da Subcomissão Episcopal sobre Matrimônio e Vida Familiar, clicando no link abaixo:
http://www.zenit.org/rssportuguese-17624
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AMÉRICA LATINA – Entre os dias 5 e 7 de junho, o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) ajudará a organizar em Buenos Aires o Congresso Latino-americano da Família, com o tema “Possibilidades e desafios da família latino-americana”.
O congresso, que acontecerá no campus universitário da Universidade Católica, tem como objetivo analisar a situação da família na América Latina a partir de dados estatísticos e refletir sobre alguns temas, como, por exemplo: “Identidade e missão da família numa sociedade secularizada” e “Presença do homem na família, os desafios da paternidade”.
Com informações da Rádio Vaticano.
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