Ruptura Matrimonial, nova causa da pobreza

terça-feira, 19 outubro, 2010 às 12:06 | Publicado em Matrimônio e Família, Notícias | Deixe um comentário
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A notícia abaixo, da Agência Zenit, vem em boa hora. Pouco tempo depois que se noticia que a taxa de divórcios aumentou quase 150% em São Paulo depois da emenda constitucional 66, que regulamentada pela lei n.º 11.441/2007, aprovou o “divórcio relâmpago” no Brasil.

As leis positivas e anti-naturais contribuindo para que o Matrimônio, tão importante para a sociedade, seja cada vez mais tratado como algo efêmero e descartável.

Leia:

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RUPTURA MATRIMONIAL, NOVA CAUSA DA POBREZA

O alto custo da desintegração familiar

Pe. John Flynn, LC ROMA, domingo, 10 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O Departamento de Censo dos Estados Unidos divulgou, no dia 16 de setembro, os últimos números sobre renda e pobreza. Segundo o informe, o índice oficial de pobreza nos Estados Unidos, em 2009, era de 14,3%, acima dos 13,2% de 2008.

Em números concretos, isso elevou, em 2009, a 43,6 milhões de pessoas em estado de pobreza, em comparação com as 39,8 milhões de 2008.

A nota de imprensa observou que foi o terceiro aumento anual consecutivo.

O limiar oficial de pobreza para uma família de 4 membros, em 2009, era de 21,954 dólares. Algumas reportagens da imprensa sobre os dados indicaram que os números do Departamento de Censo só levam em consideração as entradas monetárias e o número dos considerados pobres seria de vários milhões a menos se não levassem em conta outros benefícios.

Não há dúvida de que um importante fator no aumento da pobreza foi a recessão econômica. No dia 20 de setembro, o National Bureau of Economic Research declarou que a recessão começou em dezembro de 2007 e terminou oficialmente em junho de 2009. Trata-se da recessão mais longa dos Estados Unidos desde o final da 2ª Guerra Mundial.

Outro documento, divulgado no mesmo dia que o informe do Departamento de Censo, destacou uma importante causa de pobreza que costuma ser esquecida: a ruptura matrimonial. “Marriage: America’s Greatest Weapon Agaisnt Child Poverty” (Casamento: a melhor arma americana contra a pobreza infantil) foi escrito por Robert Rector e publicado pela Heritage Foundation.

“O casamento continua sendo a arma mais forte contra a pobreza na América do Norte; ainda assim, continua diminuindo”, afirmou Rector.

Pais solteiros

Segundo os dados do Departamento de Censo dos Estados Unidos referentes a 2008, o índice de pobreza para os progenitores solteiros com filhos nos EUA era de 36,5% – um dado interessante, se comparado com os 6,4% dos casais casados com filhos. Assim, crescer em uma família casada reduz 80% da probabilidade de que uma criança viva na pobreza.

Rector admitiu que algumas destas diferenças consistem no fato de que os progenitores solteiros têm em geral uma preparação educativa inferior que os casais casados. Inclusive assim, quando os casais casados se comparam com os progenitores solteiros com o mesmo nível de educação, o índice de pobreza dos casados é ainda 75% inferior.

O estudo observou, além disso, que infelizmente o casamento está diminuindo com rapidez nos Estados Unidos. Durante a maior parte do século XX, quase todas as crianças nasciam de casais casados. Assim, quando o presidente Lyndon Johnson lançou a Guerra contra a Pobreza, em 1964, 93% das crianças nascidas nos EUA vinham de casais casados.

Nos anos seguintes, houve uma mudança espetacular na situação. Em 2007, somente 59% dos nascimentos da nação eram de casais casados.

Rector também comentou que não devemos pensar que este fenômeno se deve sobretudo a gravidezes e nascimentos adolescentes. De fato, em 2008, somente 7,7% dos nascimentos que aconteceram fora do casamento nos EUA eram de mulheres menos de 18 anos; 75% deles eram de mulheres adultas jovens entre 19 e 29 anos.

“O declínio do casamento e o crescimento dos nascimentos fora dele não são um assunto de adolescentes; são o resultado da ruptura de relações de homens e mulheres adultos jovens”, afirmou Rector.

Em geral, as famílias monoparentais abrangem um terço de todas as famílias com filhos, mas 71% das famílias pobres com filhos são monoparentais. Em contraste, 74% de todas as famílias não pobres com filhos são de casais casados, observou o estudo.

A transformação massiva a famílias monoparentais também significou um grande custo para as finanças públicas. Segundo Rector, o governo federal leva adiante mais de 70 programas de bem-estar que proporcionam ajuda às pessoas com baixos recursos. No ano fiscal 2010, o governo federal e os governos estatais gastaram 400 bilhões de dólares em recursos para famílias com filhos e baixos recursos, afirmou. E cerca de 75% desta assistência, isto é, 300 bilhões de dólares, foram destinados a famílias monoparentais.

Diferenças

Dois fatores influenciam a probabilidade de que uma família seja monoparental: a etnia e a educação. O índice de nascimentos extraconjugais (o número total de nascimentos fora do casamento para as mães de um grupo dividido por todos os nascimentos do grupo durante o mesmo ano) para toda a população foi de 40,6% em 2008. No entanto, entre as mulheres brancas não hispanas foi somente de 28,6%; entre as hispanas, este número quase dobrou (52,5%); e entre negras, foi de 73,3%.

Outro fator é a educação. “Os EUA estão se dividindo em um sistema de duas castas, com o casamento e a educação como linha divisória”, comentou Rector.

Em 2008, nasceu nos EUA, fora do casamento, 1,72 milhão de crianças. A maioria delas nasceu de mulheres adultas jovens com estudos do Ensino Médio ou inferiores. De fato, mais de 60% dos nascimentos de mulheres que haviam abandonado o Ensino Médio aconteceram fora do casamento. Em contraste, entre as mulheres com pelo menos um título universitário, somente 8% dos nascimentos aconteceram fora do casamento.

“Para combater a pobreza, é vital robustecer o casamento; e para robustecer o casamento, é vital que se dê à população de risco uma compreensão clara e efetiva das vantagens do casamento e dos custos e consequências da maternidade extramarital”, concluiu Rector.

Outros países

Os EUA não são o único país que teve um grande aumento na maternidade extraconjugal. Segundo a agência de estatística europeia (Eurostat), o número de filhos nascidos fora do casamento nas 27 nações da União Europeia dobrou durante as últimas duas décadas, segundo informou o New York Times em 9 de setembro.

Em 2008, 35,1% dos nascimentos aconteceram fora do casamento. Há menos de 20 anos, em 1990, eram somente 17,4%. Segundo a Eurostat, todas as nações da União Europeia, exceto a Dinamarca, experimentaram um aumento.

No começo deste ano, um informe sobre o índice de casamentos na Inglaterra e País de Gales anunciou que se casaram menos pessoas desde que se começou a recolher informações, em 1862, segundo o jornal Independent, em sua edição de 11 de fevereiro.

Diminuíram tanto os casamentos no civil como os religiosos. Estes últimos somam apenas 30% de todos os casamentos.

Pela primeira vez, menos de uma de cada 50 mulheres solteiras se casou em 2008, observou o artigo. Houve 232.990 casamentos na Inglaterra e País de Gales – 35 mil a menos que na década anterior.

Mais ao Norte, na Escócia, a situação não é melhor, como informou um artigo de 12 de março. No ano passado, houve somente 27.524 casamentos – o número mais baixo desde 1893.

Um porta-voz da Igreja Católica na Escócia criticou o governo britânico por não dar mais incentivos econômicos aos casais para casar-se, de maneira que o casamento seja economicamente mais atraente.

“Infelizmente, este governo penalizou o casamento por meio de um sistema de impostos que contribuiu para a atual crise”, declarou ao Scotsman.

À luz destas estatísticas, não foi uma surpresa ler uma reportagem publicada em 25 de junho no jornal Daily Mail, do Reino Unido, sobre o fato de que quase 1 de cada 3 filhos vive sem seu pai ou sua mãe.

Segundo uma análise dos dados do Departamento Nacional de Estatísticas, 3,8 milhões de filhos vivem sem um dos seus pais biológicos porque têm uma mãe solteira ou seu pai ou sua mãe abandonou o lar. Representam 30% de todas as crianças.

Há 2,7 milhões que vivem com a mãe solteira de 200 mil só com o pai. Outras 500 mil vivem em famílias de adoção em coabitação, e 400 mil em famílias de adoção casadas. Seu número subiu para 600 mil desde 1999.

Em seu discurso de boas-vindas, em 13 de setembro, ao novo embaixador da Alemanha, Bento XVI expressou sua preocupação pelo enfraquecimento do conceito cristão de casamento e de família. Uma característica central deste é que o casamento é uma união duradoura e permanente dos esposos.

Os modelos alternativos de casamento e de vida familiar levarão a uma confusão de valores na sociedade, advertiu o Papa.

É óbvio que este dano ao bem comum da sociedade traz consigo também o alto custo econômico para milhões de adultos e crianças.

Fonte: http://www.zenit.org/article-26237?l=portuguese

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Paz e Bem!

Senado facilita a dissolução familiar

quinta-feira, 3 dezembro, 2009 às 8:11 | Publicado em Matrimônio e Família | Deixe um comentário
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«Jesus lhes disse: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.» (Jo 8,23)

Até ontem os casais que decidissem pedir o divórcio deveriam cumprir os prazos de 1 ano de separação judicial ou 2 anos de separação de fato exigidos pela Justiça brasileira.

Esses prazos eram exigidos para que se cumprisse aquilo que a nossa Constituição propõe, de que pelo bem da família e pelo bem dos filhos, o casal tente, ao longo deste período, uma reconciliação. É óbvio que o fim da união vai trazer malefícios para a família, para os filhos e, por conseqüência, para a própria sociedade, e portanto o Estado deve propor e auxiliar as famílias a permanecerem unidas, e não facilitar a sua dissolução.

Mas ontem o Senado Federal marchou na direção contrária. Não serão mais exigidos esses prazos.

Jesus foi claro quando disse: “não separe o homem o que Deus uniu”. Para Nosso Senhor (e conseqüentemente para a Igreja) o divórcio não existe, o casamento é uma aliança indissolúvel!

Como as leis humanas têm se distanciado cada dia mais das leis de Deus, fica cada vez mais compreensível o que Ele quis dizer com “eu não sou deste mundo”.

Rezemos, para que os maridos e esposas cristãos tenham sempre consciência da graça e da responsabilidade que é viver um matrimônio e constituir família, e não se furtem à sua vocação de serem colaboradores de Deus na construção de Seu Reino, cá embaixo na Terra.

Paz e Bem!

Perigo no Senado Federal: PEC do Divórcio Instantâneo incluído na pauda de 06 de outubro

terça-feira, 6 outubro, 2009 às 11:05 | Publicado em Matrimônio e Família | Deixe um comentário
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Posto aqui, conforme recebi por e-mail:

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PEC DO DIVÓRCIO INSTANTÂNEO INCLUÍDA NA PAUTA DE 6 DE OUTUBRO

Entidade pró-homossexualismo (IBDFAM) envia ofício ao Senado em apoio à matéria
É  necessário manifestar-se urgentemente usando o Alô Senado
0800 612211

Está para ser votada no dia 6 de outubro a Proposta de Emenda Constitucional 28/2009, que “dá nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos”.
Talvez por causa dos protestos que a proposta vinha recebendo, os senadores decidiram em agosto postergar a votação para setembro. No dia 13/08/2009, o Senado Federal  aprovou o Requerimento nº 1.015, de 2009, de adiamento da discussão da PEC 28/2009 para o dia 24 de setembro de 2009.
A matéria não foi apreciada nos dias 24, 29, 30 de setembro, nem no dia 1º de outubro. Está na pauta do dia 6 de outubro. Poderá ou não ser votada. De qualquer maneira, é preciso estar atento e entrar em contato com os senadores pedindo que votem pela sua rejeição.



O Instituto Brasileiro de Direito de Família (que milita em favor do “casamento” pessoas do mesmo sexo) enviou ao Senado o Ofício n.º 51/2009, manifestando seu apoio à aprovação da PEC 28/2009. (Ver apoio do IBDFAM em http://www.ibdfam.org.br, que considera a PEC uma “revolução paradigmática“)

Essa proposta (PEC 28/2009), oriunda da Câmara, de autoria do deputado Antonio Carlos Biscaia, recebeu no Senado parecerfavorável do relator Senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que foi aprovado em .

Atualmente, assim se exprime a Constituição Federal acerca do divórcio:

Art. 226, §6º – O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.

A PEC 28/2009 pretende simplesmente suprimir o texto acima sublinhado, dando ao dispositivo a seguinte redação:

Art. 226, §6º – O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio.

Isso significa que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituir o divórcio sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato…

Se essa proposta de emenda for aprovada, o que deve acontecer em breve, não haverá mais nenhum obstáculo constitucional ao divórcio instantâneo, que tanto estrago fez e está fazendo à família espanhola. Casa-se hoje. Divorcia-se amanhã. Recasa-se depois de amanhã.

Se não fizermos alguma coisa, acabará o resíduo de proteção à família que a Constituição promete no caput do mesmo artigo 226: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado“.

Para que se tenha uma idéia da gravidade e da urgência da situação, relato o que ocorreu na Espanha:

Em 17 de novembro de 2007, o jornal italiano Avvenire noticiava que a Espanha estava sendo devastada pela lei do “divórcio express”, introduzida em 2005 pelo Partido Socialista Operário Espanhol. Essa lei permite o fim da união matrimonial por decisão de uma das partes, sem necessidade de separação prévia ou de explicar as razões. O Instituto Nacional de Estatística registrou em 2006 um aumento de 330% de divórcios entre casais casados a menos de um ano. A Espanha tornou-se o país da Europa com maior índice de divórcios.

Em 8 de julho de 2009, a ACI Digital noticiava “Mais de 500 mil separações demonstram efeito nefasto da lei do divórcio express. Esse foi o número de divórcios na Espanha depois de quatro anos em vigor da lei, com prejuízo incalculável para os cônjuges, para os filhos e para a sociedade em geral.

MANIFESTE-SE USANDO O “ALÔ SENADO”

O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do “Alô Senado” atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o “Alô Senado”. Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: a todos os senadores.

E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra a PEC 28/2009

É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!

____________________

MANIFESTE-SE USANDO O SÍTIO DO SENADO FEDERAL
Você pode também ir até o sítio do Senado para se manifestar.
Navegue até http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
Preencher o campo “Remeter para” com “Comissão e Liderança”
Preencher o campo “Destinatário” com “Todos os Senadores”.
Clique em “Solicitação”
Preencha os campos “Remente”, “E-mail”, “Telefone”, “Cidade” e “UF” (obrigatórios)
Escreva a mensagem no campo “Sua mensagem”. Pode ser, por exemplo:
Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.
Preencha os dados pessoais marcados com asterisco.
Clique em Enviar.

MANIFESTE-SE USANDO O SÍTIO DO SENADO FEDERAL

Você pode também ir até o sítio do Senado para se manifestar.

Navegue até http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado

Preencher o campo “Remeter para” com “Comissão e Liderança”

Preencher o campo “Destinatário” com “Todos os Senadores”.

Clique em “Solicitação”

Preencha os campos “Remente”, “E-mail”, “Telefone”, “Cidade” e “UF” (obrigatórios)

Escreva a mensagem no campo “Sua mensagem”. Pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.

Preencha os dados pessoais marcados com asterisco.

Clique em Enviar.

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Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Telefax: 55+62+3321-0900

Caixa Postal 456

75024-970 Anápolis GO

http://www.providaanapolis.org.br

“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”


Cf. Spagna devastata dal “divorzio express”. Avvenire, 17-11-2007, p. 16.

Divórcio a um clique…

quarta-feira, 2 setembro, 2009 às 15:54 | Publicado em Matrimônio e Família | 2 Comentários
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divorcio300Não bastasse a lambança que já se vê por esses dias no Senado Federal, nossos legisladores resolveram aparecer com mais uma avacalhação. Dessa vez a vítima é a família brasileira.

Eu não sou lá muito entendido de Direito, mas sempre soube que a família, base da sociedade, sempre teve especial proteção do Estado. Isso está no Art. 226 da Constituição Federal. Por isso, quando um casal decide se divorciar, o juiz tem que se convencer de que ambos, marido e mulher, desejam realmente a separação livremente e sem hesitações. Um juiz mais sensato e sentível ainda tentará dissuadir o casal, pelo bem de si próprio e dos possíveis filhos. Isso sempre foi praxe, até onde sei.

Mas agora, segundo notícia do Plantão Info, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou em caráter terminativo um projeto que autoriza o uso da internet para “acelerar a separação entre os casais”. É o divórcio a um clique…

São nossos nobres Senadores, fazendo o possível para facilitar ao máximo possível a desintegração das nossas famílias.

Mãe Aparecida, rogai pelas famílias brasileiras, pra que encontrem na Santa Igreja o único porto seguro desta vida de exílio.

Paz e Bem!

Prova de Fogo (Fireproof, 2008)

quinta-feira, 26 fevereiro, 2009 às 15:20 | Publicado em Cultura e Artes, Matrimônio e Família | 1 Comentário
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Em setembro passado, falei sobre um filme maravilhoso sobre restauração do matrimônio que estava prestes a ser lançado nos EUA, Fireproof, À Prova de Fogo.

O filme está prestes a ser lançado aqui no Brasil. Será em março, e o trailer já está disponível na internet.

A propósito, trata-se de um excelente filme, apesar dos elementos protestantes, que perto da beleza do filme, são perdoáveis.

Paz e Bem!

Comemorando fracassos

quarta-feira, 15 outubro, 2008 às 20:15 | Publicado em Matrimônio e Família | 1 Comentário
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Cuidado! Nunca pense que o estado de degradação da moral e dos valores de família em nossa sociedade já atingiram os patamares limítrofes entre a razão e a insanidade. Você pode, como eu, se surpreender com o simples abrir de uma revista.

Abrindo por acaso a revista ISTOÉ desta semana, me deparei com a reportagem “Festa para Descasar“, assinada por Renata Cabral. A reportagem é um show de horrores. Fala sobre a nova “onda” dos EUA que, infelizmente, está chegando ao Brasil: eventos para celebrar o – vejam só! – divórcio. Isso mesmo, caro leitor! Trata-se da chamada “festa de descasamento” ou “despedida de casado(a)”. Algumas contam com a presença de ambos, o ex-marido e a ex-mulher, que recebem alegremente os parentes e amigos que vêm comemorar o seu fracasso.

A reportagem diz:

«Noivos brigando em cima do bolo, bem-separados (em vez de bem-casados) e minicaixões para as alianças dão o clima.»

É estranho como as pessoas gostam de inverter valores pra tentar esconder sua frustração, ou tentar pintar de belo aquilo que deveria ser considerado feio, ou ainda, fazer parecer virtude aquilo que na verdade é uma séria deficiência.

Na verdade, essa inversão de valores mostra até que ponto chega o relativismo moral de nossos dias, e até que ponto este relativismo interfere no bem das famílias. Se já era contraproducente casar-se com a idéia de “se não der certo, separa”, mais preocupante é quando as pessoas, ao fracassarem na formação de uma família, comemoram isso como se fosse um feito repleto de mérito! É a completa inversão de como deve ser um matrimônio cristão, onde a virtude deve ser buscada e querida, e os cônjuges devem procurar se amar por opção, e não por conveniência.

Sim, o casamento é indissolúvel, e o verdadeiro amor exige sacrifício. E quem prefere o divórcio ao sacrifício, seja qual for o problema pelo qual o casal esteja passando, não merecia sequer ter tentado o casamento. Até porquê o matrimônio não é um produto qualquer que “se experimenta” e fica enquanto gostar. O divórcio é o mais imbecil dos fracassos. O matrimônio exige amor incondicional, livre e total, e o divórcio mostra que este amor, se existiu, não foi suficientemente cultivado por um ou por ambos os cônjuges. Gosto sempre de lembrar que o amor, ao contrário da paixão, não é um sentimento, mas uma ação concreta, algo que se pratica por livre escolha. Eu não “sinto” amor por minha esposa. Eu “escolhi” amá-la. Se no primeiro ou segundo “problema” eu vejo o divórcio como o melhor caminho, então que raio de amor é esse que eu sinto? Amor de conveniência? Eu é que não gostaria de ser amado assim. Você gostaria?

Como se não bastasse, é óbvio que em eventos cujos valores morais são tão surrados, não faltariam um pouco de perversão. Diz ainda a matéria da ISTOÉ que uma determinada produtora de eventos que organizou uma dessas “comemorações”, «contratou um stripper para animar as amigas e decorou sua casa em estilo cabaré. Ganhou novo estoque de lingeries sensuais com produtos de uma sex shop carioca, que já organizou três eventos do tipo neste ano». Não se poderia esperar nada mais virtuoso e belo do que isto.

A matéria termina com esta frase da psicóloga especialista em sexualidade e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Jaqueline Lopes:

“O importante é fazê-lo [lidar com uma perda] de forma natural, sem se deixar influenciar por modismos ou negar o que está sentindo naquele momento.”

De fato, celebrar e festejar é uma maneira muito “natural” de se lidar com o fracasso de uma família. Queira Deus que essas pessoas estejam realmente tentando negar o que realmente estão sentindo, pois rejubilar-se com o próprio fracasso é um comportamento, no mínimo, estranho, pra não dizer insano…

Nada custa recordar as palavras do mestre Jesus:

«Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne”? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.»

Mateus 19,4-6

Paz e Bem!

Cardeal Trujillo: “divorciados e recasados também são Igreja”

sábado, 23 fevereiro, 2008 às 7:49 | Publicado em Matrimônio e Família | 6 Comentários
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Notícia extraída do site Rádio Vaticana, comento abaixo:

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Cidade do Vaticano, 20 fev (RV) – “Os divorciados e recasados também pertencem à Igreja e, assim, devem ser seguidos com misericórdia e amor, principalmente quando há filhos envolvidos.” Esta é a afirmação do cardeal Alfonso Lopez Trujillo, presidente do Pontifício Conselho para a Família, destacando que os casais em crise não devem sentir a Igreja como ausente, intolerante ou madrasta, mas “mãe”.

“Ultimamente, depois da carta aos casais separados, divorciados e recasados, escrita pelo arcebispo de Milão, cardeal Dionigi Tettamanzi, fala-se muito sobre isso”, afirma o cardeal em uma entrevista ao L’Osservatore Romano. “É curioso que suas palavras tenham sido vistas como ‘novidade’. Não é assim”, acrescenta.

A exortação apostólica ‘Familiaris consortio’, de 1981, já indicava o comportamento pastoral a ser adotado, e recordava claramente que os divorciados não são expulsos ou excomungados; eles pertencem à Igreja. “Cometeram erros, em função de dificuldades e problemas, mas pertencem à Igreja e devem ser seguidos de perto”, reafirma o cardeal colombiano.

Dom Lopez Trujillo recorda que “isso não quer dizer que a Igreja aceite sua situação. Ela participa com dor, guia e acompanha; faz refletir e tem procurado, há anos, maneiras para convencer e explicar por qual motivo não podem receber a Eucaristia. Esse tema também foi amplamente discutido pelo papa e o último sínodo dos bispos. O que precisamos é dizer-lhes: ‘Vocês são católicos, podem ir à missa, participar de certas ações da Igreja, de iniciativas de caridade e oração’”.

Enfim, segundo o cardeal, trata-se de uma questão “dolorosa e penosa”, mas “nós nutrimos a esperança cristã de que, no final, a Palavra do Senhor, que está acima do papa e dos bispos, será mais bem compreendida”, ponderou. (CM/BF)

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É reconfortante ver que a Igreja está buscando deixar clara a noção de que o divórcio, apesar de ser uma “praga” na vida familiar (cf. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, n. 29), não implica na renúncia à religiosidade. Pelo contrário: em várias situações de sofrimento, principalmente no divórcio, há que se buscar em Deus a força para suportar as adversidades da vida, ainda que a condição impeça de participar dos Sacramentos.

Deus, em sua infinita perfeição, é misericordioso. Quem somos nós para não sermos misericordiosos, principalmente com aqueles que sofreram com um divórcio e estão autenticamente buscando a felicidade ao tentar uma nova união?

Em várias paróquias já existe a Pastoral da Segunda União, visando atender a um pedido do próprio Papa, na mesma Exortação Apostólica supracitada:

“[...] Os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.”

Cabe a nós fazermos nossa parte, lançando para estes casais não um olhar preconceituoso, não um olhar discriminatório, em nossas pastorais e nos trabalhos caritativos em nossas paróquias, mas sim, um olhar acolhedor, com a atitude do bom samaritano. A valorização dos casais em segunda união em nada diminui a Sacralidade do Matrimônio, que deve ser sempre exaltado como o valor supremo da vida familiar cristã.

Paz e Bem!

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