Reflexões sobre o matrimônio – III
quinta-feira, 6 novembro, 2008 às 9:33 | Publicado em Matrimônio e Família, Reflexões sobre o Matrimônio | 6 ComentáriosTags: agapornis, Família, fidelidade, filhos, indissolubilidade do matrimônio, lovebird, matrimônio, reflexão
Os graciosos pássaros da foto ao lado são um casal de Agapornis, uma espécie originária da África, e muito querida por ornitólogos (criadores de pássaros) do Brasil e do mundo.
Seu nome, Agapornis, vem do grego αγάπη [agape = amor] + όρνις [ornis = pássaro], ou seja, “pássaro do amor”. Nos EUA esta espécie é conhecida como “lovebird”; na França, como “les inséparables”…
Por vezes, Deus usa a própria natureza para mostrar ao homem o Bem da fidelidade para os casais. O motivo para o nome de agapornis, ou simplesmente “pássaro do amor”, é muito simples: o agapornis é um pássaro fiel. Isso mesmo, o agapornis é um pássaro monogâmico e fiel. Quando um macho encontra a fêmea que vem a se tornar seu par, eles permanecem juntos até o fim da vida.
Quando estão juntos, o casal é muito amável um com o outro. Dormem no mesmo galho, “coladinhos” um no outro, e às vezes é possível vê-los trocando carinhos com os bicos.
Além disso, dizem alguns pesquisadores que, mesmo após a morte, eles não procuram outro(a) parceiro(a) para se acasalar novamente, e que, quando morre o(a) parceiro(a), eles parecem “sentir” a falta do(a) companheiro(a). Como se estivessem numa espécie de luto, passam algum tempo no mesmo galho, sem sair nem mesmo pra procurar comida.
Que bela lição do Criador, não é? Este comportamento do agapornis muito me fez refletir sobre um dos ingredientes fundamentais do Verdadeiro Amor: a fidelidade e exclusividade até o fim da vida!
Infelizmente nós, seres humanos, somos muito lentos pra perceber a grandeza e a beleza da mensagem que Deus deixou estampada justamente nos nossos corpos, quando nos criou à sua imagem e semelhança. No Paraíso, antes da queda, homem e mulher tinham a mesma visão de Deus, e por isso estavam nus um diante do outro e não se envergonhavam (cf. Gn 2,25), mas ao contrário, podiam, cada um com sua pureza, contemplar o fato de que seus corpos foram feitos um para o outro, convidando-os à comunhão atráves do dom total e irrevogável de si mesmo. Deus os criou de forma que compreendessem que a complementaridade dos sexos tem um meta, pois a partir de então diz a Escritura, “todo homem deixaria seu pai e sua mãe, e se uniria à sua mulher, e os dois seriam a partir de então uma só carne” (cf. Gn 2,24). Por isso, a relação conjugal no plano divino tem uma linguagem própria que deve expressar aquele dom total que os noivos se comprometeram no altar ao dizer seu “sim”: sim, eu aceito ser todo seu, até o fim, aconteça o que acontecer! Esta radicalidade na entrega, que só pode ser realizada por seres humanos (daí a singularidade destes pássaros que nos imitam!) é o que há de mais belo e nobre no amor humano. E porque experimentamos em nossa natureza ferida pelo pecado o peso que exige esta fidelidade, Jesus veio com sua autoridade de Verbo Divino, reiterar a indissolubilidade dessa bênção, ou seja, a impossibilidade de se desfazer essa união numa só carne, dizendo que “o homem não pode separar o que Deus uniu” (cf. Mt 19,6).
Sua Santidade o Papa Paulo VI, em sua maravilhosa Encíclica Humanae Vitae, deixou-nos o seguinte ensinamento a respeito da fidelidade e exclusividade conjugal:
«[O Verdadeiro Amor, isto é, o amor conjugal] é, ainda, amor fiel e exclusivo, até à morte. Assim o concebem, efetivamente, o esposo e a esposa no dia em que assumem, livremente e com plena consciência, o compromisso do vínculo matrimonial. Fidelidade que por vezes pode ser difícil; mas que é sempre nobre e meritória, ninguém o pode negar. O exemplo de tantos esposos, através dos séculos, demonstra não só que ela é consentânea com a natureza do matrimônio, mas que é dela, como de fonte, que flui uma felicidade íntima e duradoura.»
– Humanae Vitae, n. 9
O que o Santo Padre Paulo VI nos quer dizer é que a fidelidade no matrimônio é natural, isto é, faz parte da natureza do próprio matrimônio, e os cônjuges consentem com isso no dia do grande “sim”. Mais que isso, o Santo Padre ensina que isto pode ser observado no testemunho de muitos e muitos esposos ao longo dos séculos. Como se não bastasse, ele termina com a “cereja do bolo”, ao dizer que é a fidelidade conjugal que proporciona uma felicidade íntima e duradoura. Quem não deseja isso? Felicidade íntima e duradoura, até o fim da vida!
Não é uma pena que, nos meios sociais modernos, a fidelidade conjugal esteja tão “fora de moda”? Não dá pra contar nos dedos a quantidade de adultérios que ocorrem nas telenovelas, por exemplo.
Também não é uma pena que a Santa Igreja, Mãe e Mestra, “especialista em humanidade” — nas palavras do próprio Papa Paulo VI — tendo tanto a ensinar-nos a respeito da felicidade conjugal e, conseqüentemente, a felicidade da família, seja tão pouco ouvida por nós, seus filhos?
«Existem pessoas que tentam ridicularizar, ou mesmo negar, a idéia de que exista um vínculo de fidelidade que dure por uma vida inteira. Tais pessoas – tenham plena certeza – não sabem o que é o amor.»
– Papa João Paulo II
Além da felicidade íntima e duradoura, é preciso também lançar luzes sobre a fidelidade conjugal como fonte de onde jorra o Bem para a família, de forma especial para a prole. Se a principal responsabilidade dos pais é o privilégio de criar e educar seus filhos na Fé e na Lei de Deus, parece óbvia a vantagem de que os pais façam isso juntos. O § 2222 do Catecismo da Igreja Católica – C.I.C. – é claro ao afirmar que os pais “educarão seus filhos no cumprimento da lei de Deus, na medida em que eles próprios se mostrarem obedientes à vontade do Pai dos céus”. Como não dizer que a fidelidade dos pais, e sua união conjugal duradoura, até o fim da vida, não é um belo e eficaz testemunho para os filhos de como viver bem o matrimônio?
Portanto, é inegável que, também os filhos, recebem uma belíssima catequese de seus pais, quando estes permanecem fiéis por toda a vida. Outra profunda catequese sobre a fidelidade conjugal pode ser encontrada também no Catecismo:
“Pela sua própria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviolável. Esta é uma consequência da doação de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser «até nova ordem». «Esta união íntima, enquanto doação recíproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos cônjuges e reclamam a sua união indissolúvel».
O motivo mais profundo encontra-se na fidelidade de Deus à sua aliança, de Cristo à sua Igreja. Pelo sacramento do Matrimónio, os esposos ficam habilitados a representar esta fidelidade e a dar testemunho dela. Pelo sacramento, a indissolubilidade do Matrimónio adquire um sentido novo e mais profundo.”
– C.I.C. - §§ 1646-1647
É portanto forçoso reconhecer quanto Bem a fidelidade até a morte pode trazer, primeiro para o casal, depois para seus filhos e, portanto, para a família como um todo e, por último e em decorrência disso, a toda a sociedade. É claro que este Bem não vem sem certo sacrifício, e é justamente por isso que a Igreja reconhece que o matrimônio é “lugar de santificação”. O importante é que jamais deixe de existir aquele Verdadeiro Amor, do qual somente é capaz o homem e a mulher, enquanto seres humanos, quando se unem “numa só carne”, Amor que é doação livre, total, fecunda e fiel.
Como diria o nosso saudoso Papa João Paulo II:
«A pessoa que não se decide a amar pra sempre, irá perceber que é muito difícil amar mesmo que por um só dia.»
Que os agapornis tenham sempre a quem imitar!
Paz e Bem!
***
Colaboraram para esta edição: José Roldão e Julie Maria.
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Reflexões sobre o matrimônio – II
quinta-feira, 23 outubro, 2008 às 11:42 | Publicado em Matrimônio e Família, Reflexões sobre o Matrimônio | 3 ComentáriosTags: casamento, Família, felicidade, felicidade conjugal, harmonia, harmonia conjugal, matrimônio, prosperidade, satisfação, sucesso

Tempos atrás falei aqui sobre o site For Your Marriage, uma iniciativa da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA que tem por objetivo promover o Matrimônio e incentivar os casais a buscarem a felicidade conjugal. Entre muitos artigos e material muito rico, há no site For Your Marriage uma seção chamada “Daily Marriage Tips” [tradução livre: "Dicas Diárias para o Seu Casamento"], onde, a cada dia, é publicada uma frase pequena sobre matrimônio, relacionamento, enfim, vida a dois, para incentivar o leitor a refletir sobre o seu próprio matrimônio.
Diz a dica de hoje que, de acordo com o livro “The 8 Essential Traits of Couples Who Thrive” – 8 Características Essenciais dos Casais Prósperos -, de Susan Page, os casais precisam de: (1) Desejo; (2) Boa vontade; (3) Valores bem definidos; (4) Limites; (5) Perspectiva; (6) Comunicação; (7) Intimidade; e (8) Prazer.
Antes de qualquer coisa, é preciso se definir o que se entende por “casal próspero”. Comecemos pelo adjetivo:
prós.pe.ro
adj (do Lat. prosperu) – que goza de prosperidade; favorecido por bom êxito; venturoso; florescente; propício.
Entendo que, se um casal é “favorecido por bom êxito”, ele deve continuar unido, pelo princípio do “em time que está ganhando não se mexe”. Se o casal é venturoso (ou seja, afortunado), florescente (isto é, que está prestes a se tornar mais belo e dar frutos), e propício (quer dizer, favorável para coisas boas), a continuidade é a conseqüência mais lógica! Por isso escolhi uma foto de um casal idoso pra ilustrar este post. Um casal próspero, invariavelmente chegará à velhice com muita felicidade.
Não li o livro de Susan Page, mas gostaria de fazer algumas reflexões sobre as 8 características por ela apontadas:
1) Desejo: não é preciso ser muito erudito em matéria de relacionamento pra saber que num casamento onde falta o desejo, alguma coisa provavelmente está errada ou fora do lugar. Como um casamento onde os cônjuges não têm desejo poderia ser “florescente”? O amor conjugal naturalmente leva a um sadio desejo, que é ingrediente essencial para que este amor seja fecundo e co-participe com Deus na Criação, gerando vida. Isso é “florescer”. O que eu tenho feito pra não deixar que o desejo se “apague” no meu casamento? Falo coisas agradáveis para minha(eu) esposa(o)?
2) Boa vontade: para que um casamento seja próspero é extremamente necessário que ambos os esposos sejam sempre favoráveis à relação. Em qualquer circunstância, principalmente em ocasião de problema ou tensão, é necessário que o objetivo de cuidar do “nosso” ao invés do “meu” seja sempre prioridade. Ter boa vontade é ter uma disposição favorável em relação ao matrimônio. O que eu tenho feito pelo bem da minha relação com meu(inha) esposo(a)? Que atitude despojada eu gostaria de ter (- eu + nós) na relação? Tenho observado as atitudes do(a) meu(inha) esposo(a) nesse sentido? Qual é minha resposta pra essas atitudes?
3) Valores bem definidos: os cônjuges devem procurar cultivar valores em comum. Bons valores, de preferência. Isso deve começar desde a fase do namoro, pois o matrimônio, principalmente o matrimônio cristão, está ordenado para a missão de gerar e educar a prole. É responsabilidade dos pais entregar à vida filhos bem formados em valores sólidos e cristãos. Que tipo de valores eu tenho cultivado no nosso lar? Que tipo de ambiente está esperando por nossos filhos (se eles ainda não vieram)? Que tipo de exemplo estou dando pros meus filhos (se eles já vieram)? Que tipo de cultura (músicas, livros, revistas, filmes…) eu estou introduzindo na minha casa e na minha família?
4) Limites: liberdade é uma coisa boa. Disso não restam dúvidas. Mas quem, em sã consciência, concordaria que a liberdade sem limites favoreceria um ambiente saudável? Infelizmente, o coração do homem foi corrompido pelo mal e pelo pecado. Para uma boa convivência social, ele precisa de leis. Para uma boa vivência religiosa, orientada para o Bem, o Senhor teve que lhe dar Mandamentos. O homem sempre precisa que lhe indiquem até onde ele pode ir. Dentro do matrimônio não é diferente. Apesar dos cônjuges ainda terem, cada um, sua individualidade, eles agora são uma só carne. São agora um só corpo e um só espírito, e portanto, sua liberdade também deve ser limitada, para o bem do(a) esposo(a) e para o bem do próprio matrimônio. Tenho abusado da minha liberdade em relação à minha(eu) esposa(o) e meus filhos? Tenho respeitado a individualidade da minha(eu) esposa(o)? Converso amavelmente com meu(inha) esposo(a) sobre suas atitudes que eu considero abusos? Ouço com atenção e respeito quando ela/ele faz o mesmo?
5) Perspectiva: um matrimônio próspero, precisa ter perspectiva de futuro. Para isso, é preciso que o casal seja providente, seguro e prevenido. Isso não acontece quando cada um trabalha egoísticamente, cada um para si. É preciso ter atitudes em comum que conduzam um para o outro, e os dois para o futuro. É claro que, como diz o velho ditado, “o futuro a Deus pertence”. Mas é fundamental que o casal esteja em sintonia quando fala do futuro. É preciso que os planos do marido e da esposa sejam compatíveis! Imagine um casal onde o marido faz planos de conseguir um emprego na capital enquanto a esposa está super empolgada com o trabalho voluntário que começou recentemente na paróquia. O momento do conflito seria eminente! Tenho conversado com minha(eu) esposa(o) sobre os nossos planos e objetivos para o futuro? Conversamos sobre paternidade responsável e orçamento familiar? Quais são as nossas prioridades?
6) Comunicação: a comunicação é fundamental para que todas as outras características se desenvolvam. Basta reler nos itens anteriores, quantas vezes eu fiz a pergunta: “converso com meu(inha) esposa(a)…?”; “conversamos…?”; “falo…?”, “ouço…?”. O que eu faço quando percebo que minha(eu) esposa(o) quer conversar comigo? Normalmente eu percebo? E quanto a mim? O que eu faço, por iniciativa minha, no sentido de favorecer o diálogo? Que outras formas criativas eu uso para me comunicar com minha(eu) esposa(o) que só nós dois conhecemos (gestos, carícias, bilhetinhos com “códigos”, etc.)?
7) Intimidade: intimidade é uma palavra, hoje, tão desvirtuada quanto “amor”. Quando se fala em intimidade, muitos logo pensam em sexo. A intimidade entre os esposos certamente favorece uma sexualidade muito mais sadia, mas isso só acontece na medida em que o casal se doa, ou seja, se entrega totalmente um ao outro. E isso só é possível na medida em que um conhece o outro totalmente. Intimidade não é sexo. Intimidade é abertura, conhecimento do outro. Ser íntimo de seu esposo ou esposa é conhecê-lo(a) em sua essência. Naquilo que o(a) constitui: sua alma, seus valores, seus anseios, seus medos, suas inseguranças, suas dores, suas alegrias, suas fantasias, seus sonhos… A intimidade é construída sobre três pilares: tempo, diálogo, e cuidado. Quanto conheço minha(eu) esposa(o)? Posso dizer que sou íntimo dela(e)?
8) Prazer: finalmente o prazer. Sem o prazer, que casal pode se considerar próspero? E aqui não falo apenas de prazer sexual, pois qualquer pessoa pode testemunhar muitos casais prósperos que estão já na velhice, muito provavelmente já não têm mais sexo, e mesmo assim mostram tanto prazer de viver, tanto prazer de estar juntos, que tanta vitalidade chega a contagiar! Quem não sente uma santa inveja ao ver um casal assim? Quem não gostaria de chegar na velhice assim também? Estou falando de olhar para aquela criatura e sentir prazer em dizer pra si mesmo: “minha esposa / meu esposo!”. Prazer gera alegria e satisfação. Se o matrimônio tem a função de antecipar aqui na Terra a imagem do amor de Deus ao qual estamos destinados com fim último, e que nos proporcionará a satisfação e a alegria plenas que nosso coração tanto busca, é óbvio que o matrimônio teria a capacidade de gerar também alegria e satisfação (prazer). Sinto prazer em estar ao lado da pessoa que escolhi amar por toda a vida?
***
Depois dessa breve reflexão, repito a pergunta da “dica do dia” do site For Your Marriage: “está faltando algo no seu matrimônio?”.
Se a tua resposta foi “sim”, comece a mudar isso desde agora. Depende mais de você do que de qualquer outra pessoa.
Paz e Bem!
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Reflexões sobre o matrimônio – I
terça-feira, 19 agosto, 2008 às 10:22 | Publicado em Matrimônio e Família, Reflexões sobre o Matrimônio | 6 ComentáriosTags: discussão, Matrimônio e Família, reflexão, Relacionamento

Hoje quero começar aqui no Palavras Apenas, uma série de reflexões sobre o matrimônio, inspirada no site For Your Marriage, da Congregação dos Bispos Norte-Americanos, sobre o qual falei aqui dias atrás.
Nestas reflexões, que também servirão para quem ainda não é casado, mas ainda está na fase do namoro ou noivado, gostaria de levar os membros a pensar sobre o que vale e o que não vale a pena fazer pela relação.
Casamento é sacrifício. Diversas vezes já me deparei com a analogia de que o cônjuge é uma cruz que, carinhosamente, Deus permite que carreguemos em nossas vidas. De fato, não é preciso ir muito longe pra saber que o casamento é uma roseira cheia de espinhos (às vezes mais espinhos que rosas). Pergunte pra qualquer casal com alguns anos de vida matrimonial.
Tais espinhos estão longe de fazer com que o casamento deixe de ser belo. Pelo contrário, é exatamente no superar as dores e os sofrimentos pelo amor que reside a beleza! Mas para que a dor dos espinhos não vença o júbilo da beleza, é preciso certo zelo. É preciso que se importe com a relação, e que cada um dos cônjuges tome atitudes positivas em prol da relação ou em prol do outro.
«Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.»
Antoine de Saint-Exupéry, em Le Petit Prince
Esta frase de Exupéry não consegue ser mais verdadeira em outro lugar além do matrimônio. Nenhum casamento jamais terminaria em divórcio se cada um dos cônjuges assumissem sua responsabilidade para que a relação dê certo.
Para isso, é necessário que se faça sacrifícios pessoais em prol da relação e/ou da(o) esposa(o). É justamente sobre isso, esta primeira reflexão.
«Ou você ganha, ou ganha a relação.»
Terry Hargrave
É impossível que a relação seja beneficiada quando qualquer um dos esposos busca sempre o seu próprio bem. É necessário repensar o quão importante é estar certo em seus argumentos na próxima vez que houver uma discussão com sua(eu) esposa(o). De qualquer discussão, é necessário que os dois saiam ganhando. Se não houver uma solução em que os dois ganham, que importa que você esteja certo? Que importa que você tenha ganhado uma discussão?
Reflita!
Paz e Bem!
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